Cartões e seguros

Seguro viagem obrigatório: países que exigem por lei

Não é só burocracia. Em Cuba, fiscais verificam na chegada. No espaço Schengen, o consulado pode negar o visto. Veja a lista completa por região e o que acontece quando você ignora a exigência.

12 min de leituraAtualizado em 1 de junho, 2026Por MyRoteiro
Em março de 2025, uma viajante brasileira foi barrada no aeroporto de Havana. Sem seguro viagem. O funcionário da imigração verificou os documentos, não encontrou a apólice e a orientou a adquirir um seguro no guichê do aeroporto — pelo triplo do valor normal — ou retornar ao Brasil. Ela pagou.

Isso não é exceção. Em Cuba, a exigência é verificada com regularidade. No espaço Schengen, um consulado que identifica apólice inadequada nega o visto — e você perde R$ 850 em taxas e meses de espera. No Equador, a exigência varia por período.

Este guia traz a lista completa e atualizada dos países que exigem seguro viagem por lei em 2026, os valores mínimos exigidos, o que acontece quando você viaja sem, e como verificar se o seguro do seu cartão de crédito é aceito.

O essencial em 30 segundos

  • >O espaço Schengen (27 países europeus) exige cobertura mínima de €30.000 para emissão do visto.
  • >Cuba verifica o comprovante de seguro na chegada — viajantes sem apólice são obrigados a contratar no local, por valores muito mais altos.
  • >O seguro do cartão de crédito pode ser aceito para Schengen — mas precisa estar em inglês com cobertura e repatriamento explícitos.
  • >Plano de saúde brasileiro não tem validade no exterior. Nunca.
  • >Comprar seguro no aeroporto é sempre a opção mais cara — pode custar até 3x mais do que online.

01Países que exigem seguro viagem por lei

A obrigatoriedade legal de seguro viagem varia por país e, em alguns casos, por período do ano ou perfil do viajante. Veja a situação atualizada por região:

Espaço Schengen (Europa) — Obrigatório para visto

Qualquer brasileiro que necessite de visto Schengen (incluindo todos os países da União Europeia que fazem parte do espaço) precisa apresentar comprovante de seguro viagem com cobertura mínima de €30.000 para todo o período da estadia. A exigência está no Regulamento (CE) nº 810/2009.

Grupo de países SchengenPaísesCobertura mínima
Europa CentralAlemanha, Áustria, Suíça, Bélgica, Países Baixos, Luxemburgo€30.000
Europa do SulFrança, Espanha, Portugal, Itália, Grécia, Malta€30.000
Europa do NorteSuécia, Noruega, Dinamarca, Finlândia, Islândia€30.000
Europa do LestePolônia, República Tcheca, Eslováquia, Hungria, Eslovênia, Estônia, Letônia, Lituânia€30.000
Outros SchengenCroácia, Bulgária, Romênia, Chipre, Liechtenstein€30.000
ℹ️ Nota importanteBrasileiros com passaporte comum precisam de visto para entrar no espaço Schengen. Com o ETIAS (previsto para 2026/2027), a situação pode mudar — mas o seguro continuará sendo exigido como parte dos documentos de entrada.

Cuba — Verificação na chegada

Cuba é o caso mais rigoroso do continente americano. O comprovante de seguro viagem é verificado pelo funcionário de imigração na chegada. Sem apólice válida, você tem duas opções: comprar no guichê do aeroporto de Havana (preços significativamente mais altos que o mercado) ou retornar ao país de origem.

A cobertura mínima exigida em Cuba não está definida em valor específico por lei, mas seguros com menos de USD 20.000 de cobertura médica costumam ser questionados. Seguros reconhecidos como Assist Card, GTA e AXA são geralmente aceitos sem problemas.

Equador — Exigência variável

O Equador suspendeu e reinstaurou a exigência de seguro várias vezes nos últimos anos. Em 2026, a recomendação é sempre viajar com seguro — a regulamentação pode mudar com pouca antecedência e brasileiros já foram barrados em Quito sem apólice.

Aruba e Curaçao — Fortemente recomendado

As ilhas do Caribe holandês não têm obrigação legal, mas exigem seguro como parte dos formulários de entrada digital (ED Card). Sem seguro, o formulário é rejeitado e você não consegue embarcar o voo de conexão.

Outros destinos com recomendação forte

  • EUA: não é legalmente obrigatório, mas o custo médico americano é tão alto que viajar sem seguro é um risco financeiro grave. Uma semana de hospitalização pode superar USD 100.000.
  • Canadá: mesma situação dos EUA. Recomendação oficial do governo canadense para turistas.
  • Japão: não obrigatório, mas hospitais públicos podem recusar atendimento eletivo a estrangeiros sem comprovante de seguro.
  • Tailândia e Indonésia (Bali): após a pandemia, há regulamentações que podem ser reinstauradas. Verifique antes de viajar.

02O que acontece se você for barrado sem seguro

Não é só uma multa. As consequências de viajar sem seguro para países que o exigem podem ser sérias:

Cenário 1: Cuba

O funcionário de imigração verifica o documento. Sem apólice, você é encaminhado ao guichê de vendas do próprio aeroporto. O preço praticado é normalmente 3 a 5 vezes maior do que no mercado brasileiro online. Uma cobertura básica que custaria R$ 180 online pode sair R$ 600 no guichê de Havana. Se você recusar, é deportado no próximo voo para o Brasil — sem reembolso da passagem.

Cenário 2: Recusa de visto Schengen

Ao solicitar o visto, o consulado analisa a apólice junto com os outros documentos. Se a cobertura for insuficiente, o pedido é indeferido. Você perde as taxas consulares (cerca de €80 = R$ 480 em 2026), perde o tempo de espera (que pode ser de 4 a 8 semanas em consulados movimentados como Paris e Madrid) e pode ter que adiar a viagem inteira.

Uma recusa no processo de visto também fica registrada no histórico do viajante — o que pode dificultar futuras solicitações de visto para outros países.

Cenário 3: Emergência médica sem seguro

Este é o pior cenário. Uma hospitalização de uma semana nos EUA pode custar entre USD 50.000 e USD 200.000. Sem seguro, esse valor é inteiramente da sua responsabilidade. Casos de brasileiros retornando endividados ao país após emergências médicas no exterior não são raros.

Além do custo, hospitais em alguns países podem reter o paciente (não deixar receber alta) enquanto a conta não for paga. O cônsul brasileiro pode ajudar com burocracia, mas não paga a conta.

Cenário 4: Repatriamento

Um repatriamento médico — trazer um paciente em estado grave de volta ao Brasil em avião ambulância ou voo regular com acompanhamento médico — pode custar entre USD 30.000 e USD 150.000. Sem seguro, a família arca com esse custo. Algumas pessoas ficam presas no exterior aguardando que familiares consigam juntar o dinheiro.

03O seguro do cartão conta para o Schengen?

Esta é a dúvida mais comum — e a resposta é: depende. O seguro do cartão de crédito pode ser aceito para o visto Schengen, mas precisa atender a critérios específicos que nem sempre são cumpridos automaticamente.

Critérios para o seguro do cartão ser aceito

  1. Cobertura médica mínima de €30.000 (equivalente em USD é aceito — em torno de USD 33.000 em 2026). Cartões Gold ou Standard geralmente não atingem esse valor.
  2. Cobertura de repatriamento explícita no certificado. A apólice precisa mencionar "repatriamento" ou "medical evacuation" em inglês ou no idioma do consulado.
  3. Validade cobrindo todo o período da viagem, incluindo 1–2 dias de margem recomendados pelos consulados.
  4. Certificado em inglês ou no idioma do consulado. Um certificado apenas em português pode ser rejeitado por consulados de países como Alemanha, Áustria e Países Baixos.
  5. A passagem precisa ter sido comprada com o cartão para o seguro ser válido. Se você ainda não comprou a passagem no momento da solicitação do visto, o seguro do cartão não pode ser apresentado.
⚠ Risco realMesmo cumprindo todos os critérios, alguns consulados — especialmente o francês e o espanhol — têm histórico de rejeitar certificados de seguro de cartão por considerarem "insuficientemente comprovado". Para solicitação de visto Schengen, contratar um seguro adicional de uma seguradora reconhecida é a opção mais segura para não arriscar a aprovação.

Cartões que atendem os requisitos Schengen

CartãoCobertura médicaAtende Schengen?
Visa Infinite / BlackUSD 500.000✅ Sim (confirme repatriamento)
Mastercard World EliteUSD 30.000–50.000✅ Sim (solicite certificado em inglês)
Visa PlatinumUSD 50.000✅ Sim
Mastercard PlatinumUSD 50.000✅ Sim
Visa GoldUSD 10.000❌ Não (abaixo do mínimo €30.000)
Cartões Standard e básicos❌ Sem cobertura

04Quanto custa um seguro adequado

Os valores variam por destino, duração, idade do viajante e coberturas incluídas. Esta tabela mostra faixas médias para um adulto entre 20 e 55 anos sem condições preexistentes em 2026:

Destino7 dias14 dias21 diasCobertura médica
Europa / SchengenR$ 180–320R$ 280–450R$ 380–620USD 30.000–100.000
EUA e CanadáR$ 320–500R$ 480–800R$ 650–1.100USD 250.000–500.000
Ásia (Japão, Tailândia)R$ 200–380R$ 320–550R$ 420–720USD 50.000–250.000
América LatinaR$ 80–180R$ 120–260R$ 160–350USD 30.000–100.000
Cuba (específico)R$ 150–280R$ 220–400USD 20.000–50.000
CruzeiroR$ 250–420R$ 380–650R$ 500–900USD 50.000 + evacuação

Fatores que aumentam o preço

  • Idade acima de 60 anos: o custo pode ser 2–4x maior.
  • Condições preexistentes cobertas: adiciona 30–100% ao valor base.
  • Esportes radicais: adiciona R$ 50–150 por viagem.
  • COVID-19 coberto: hoje incluso na maioria das apólices sem acréscimo.
  • Cancelamento de viagem: cobertura adicional que dobra o valor do seguro, mas oferece proteção para o custo inteiro da viagem.
💡 Dica de economiaViajantes frequentes (3+ viagens por ano) economizam com seguros anuais. O custo gira em torno de R$ 800–1.500/ano para cobertura ilimitada de viagens de até 30 dias, em destinos mundiais. Divide bem para quem viaja com regularidade.

05Como escolher o seguro certo

Com tantas seguradoras e coberturas diferentes, escolher pode parecer confuso. Cinco critérios resolvem 90% das dúvidas:

  1. Cobertura médica adequada ao destino. Para Europa: mínimo USD 30.000 (€30.000). Para EUA: mínimo USD 250.000. Para outros destinos: USD 30.000–50.000 geralmente é suficiente. Não economize nesse ponto — é o critério mais importante.
  2. Repatriamento expresso na apólice. Deve constar explicitamente "translado médico" ou "medical repatriation". Alguns seguros baratos não incluem isso.
  3. Cobertura Covid-19. Em 2026, a grande maioria das apólices inclui, mas verifique. Especialmente relevante para destinos com restrições sanitárias.
  4. Cobertura de esportes, se necessário. Se você vai esquiar, mergulhar, surfar ou praticar qualquer esporte de aventura, certifique-se que a apólice incluiu "esportes radicais" ou contrate cobertura adicional.
  5. Assistência telefônica 24h com número internacional. Em emergência, você precisa de alguém disponível no seu fuso horário. Verifique se o número da central funciona para ligações do exterior.

Seguradoras confiáveis para brasileiros (2026)

As mais utilizadas e com bom histórico de atendimento no exterior: Assist Card, GTA, Multiviagem, AXA Assistance, Mapfre e Tokio Marine. Para comparar preços, plataformas como Seguros Promo e Assistência 24h reúnem cotações de múltiplas seguradoras em um único formulário.

06Checklist antes de embarcar

Imprima ou salve esta lista. Verificar antes de sair de casa evita situações desconfortáveis na imigração:

  • Comprovante de seguro impresso ou salvo offline (PDF no celular e cópia física). Em Cuba e em alguns países Schengen, o funcionário pode pedir para ver o documento fisicamente.
  • Número da central de assistência 24h salvo nos contatos do celular. Inclua o número internacional para ligações do exterior.
  • Número da apólice anotado separadamente — se você perder o celular, precisa desse número para acionar o seguro.
  • Verificar a validade do seguro: a data de início deve ser igual ou anterior ao dia do embarque, e a data de término deve cobrir o último dia da viagem, incluindo o voo de retorno.
  • Cópia do passaporte no email ou WhatsApp — para acionar o seguro, você vai precisar do número do passaporte.
  • Contato de emergência no Brasil que sabe onde está a documentação do seguro, caso você esteja incapaz de agir.
  • Verificar se esportes planejados estão cobertos. Se você vai fazer um curso de mergulho ou passeio de moto, confirme antes de embarcar.
ℹ️ Para Schengen especificamenteLeve também a confirmação de que a passagem foi comprada com o cartão de crédito (se usando seguro de cartão), ou o número da apólice e nome da seguradora (se seguro contratado). Consulados europeus costumam perguntar no momento do visto, mas funcionários de imigração também podem solicitar na chegada.

07Seguros do cartão vs seguro contratado: comparativo completo

As duas opções têm vantagens e desvantagens. Aqui está o comparativo por critério para ajudar na decisão:

CritérioSeguro do cartãoSeguro contratado
CustoIncluso na anuidade — zero adicionalR$ 80–800 por viagem, dependendo do destino
Cobertura médica máximaAté USD 500.000 (Visa Infinite) — mas varia muito por cartãoAté USD 500.000 — escolhida por você no contrato
Condição de ativaçãoPassagem paga com o cartão + ativação no portalNenhuma — começa na data contratada
Esportes radicais❌ Não coberto na maioria dos cartões✅ Disponível como cobertura adicional
Condições preexistentes❌ Geralmente não coberto✅ Disponível em apólices especializadas
Validade para visto SchengenSim, com restrições (certificado em inglês, passagem paga antes)✅ Sempre válido se cobertura mínima atendida
Cancelamento por conveniência❌ Não incluso✅ Disponível como cobertura adicional (mais caro)
Garantia em Cuba⚠ Pode haver problemas operacionais✅ Seguradoras tradicionais têm parceiros locais

Conclusão prática

A estratégia mais inteligente para a maioria dos viajantes é usar os dois: o seguro do cartão como base (especialmente se você tem um cartão Visa Infinite ou Mastercard World Elite) e contratar seguro adicional apenas quando necessário — esportes radicais, destinos de alto custo médico como EUA, ou quando a cobertura do cartão não atingir o mínimo exigido.

08MyRoteiro verifica seu seguro automaticamente

Uma das partes mais tediosas de planejar uma viagem internacional é verificar se o seu seguro está adequado para o destino específico, o período e as atividades planejadas. É exatamente esse trabalho que o MyRoteiro faz por você.

Quando você preenche o formulário do seu roteiro, informamos qual cartão você usou para comprar a passagem. Com base no destino, nas datas, nas atividades e no seu perfil, o MyRoteiro cruza automaticamente:

  • Se o seu cartão tem cobertura suficiente para o destino escolhido
  • Se a cobertura médica atende ao mínimo exigido (Schengen, Cuba, outros)
  • Se esportes ou atividades planejadas estão fora da cobertura
  • Se você precisa contratar seguro complementar — e qual nível de cobertura

O resultado aparece no dossier da viagem com uma análise clara: "Seu cartão cobre os requisitos mínimos para Schengen, mas a cobertura médica de USD 30.000 é insuficiente para os 21 dias de viagem incluindo ski nos Alpes. Sugerimos seguro complementar com cobertura esportiva por R$ 280."

Sem precisar ler apólice. Sem comparar planilha. Em minutos.

Perguntas frequentes

Meu plano de saúde brasileiro vale no exterior?+
Não. Nenhum plano de saúde brasileiro (Unimed, Amil, Bradesco Saúde, etc.) tem cobertura fora do Brasil. Isso é uma regra geral — não há exceção. Mesmo que seu plano seja "premium" ou "internacional no nome", confirme antes de viajar. A única exceção é se você contratar um plano de saúde internacionalmente reconhecido (como os da Cigna ou AXA International) com cobertura global explícita, o que é muito diferente de um plano nacional.
Posso comprar seguro no aeroporto?+
Sim, é possível — mas não recomendado. Os seguros vendidos em guichês de aeroporto custam entre 2 e 5 vezes mais do que os contratados online com antecedência. Além disso, a variedade de coberturas é limitada. A única situação em que faz sentido comprar no aeroporto é uma emergência de último minuto em que você esqueceu completamente do seguro.
E o ETIAS — tem relação com seguro viagem?+
O ETIAS (Autorização Europeia de Viagem) é um sistema de pré-autorização de entrada previsto para brasileiros que não precisam de visto Schengen (o que não é o caso atualmente — brasileiros precisam de visto). Quando o ETIAS for implementado para brasileiros, o seguro continuará sendo recomendado, mas pode não ser exigido como documento obrigatório no mesmo formato atual. Acompanhe as atualizações do Itamaraty.
Qual o seguro mínimo para Schengen?+
A cobertura mínima exigida pelo Regulamento Schengen é de €30.000 (equivalente a aproximadamente USD 33.000 em 2026). Esse valor precisa cobrir despesas médicas, hospitalização e repatriamento. A apólice deve estar em inglês ou no idioma do país onde você está solicitando o visto, e ter validade para todo o período da viagem.
Seguro de viagem cobre Covid-19 em 2026?+
A maioria das seguradoras voltou a incluir Covid-19 nas coberturas padrão após a pandemia. Em 2026, seguros de operadoras como Assist Card, GTA, AXA e Mapfre cobrem despesas médicas relacionadas à Covid sem cobrança adicional. Verifique sempre a apólice específica — algumas seguradoras mais baratas ainda excluem Covid como condição especial.
Posso estender o seguro se precisar ficar mais tempo?+
Sim, a maioria das seguradoras permite prorrogação de apólice — mas precisa ser feita ANTES do vencimento. Não espere a apólice vencer para pedir extensão. O contato deve ser feito com a central da seguradora com pelo menos 24 horas de antecedência do vencimento. Seguros de cartão de crédito geralmente não permitem extensão — você precisaria contratar uma nova apólice.
Qual a diferença entre assistência e seguro viagem?+
Seguro viagem é o produto que te paga indenizações por sinistros (despesas médicas, bagagem perdida, cancelamento). Assistência viagem é o serviço de apoio operacional — central 24h que ajuda a encontrar hospital, advogado, tradutor, fazendo a intermediação logística. A maioria dos seguros bons inclui assistência embutida. Alguns cartões de crédito oferecem apenas assistência, sem seguro de indenização. Verifique o que você tem no seu cartão antes de assumir que está completamente coberto.

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