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Roteiro Tailândia 10 dias: Bangkok a praias

Bangkok com templos e mercados, Chiang Mai com comida do norte e santuários éticos de elefantes, e quatro dias de praia em Krabi ou Phuket — um roteiro de 10 dias pensado para quem sai do Brasil.

13 min de leituraAtualizado em 01 de agosto de 2026Por myroteiro

A Tailândia é um dos destinos de longa distância com melhor custo-benefício para brasileiros: comida boa por poucos reais, hotéis com padrão alto pelo preço de pousada simples no Brasil e três experiências bem diferentes — a capital, as montanhas do norte e as praias do sul — a uma ou duas horas de voo interno entre si.

O problema é o mesmo de sempre: a viagem é longa (24 a 30 horas com conexão, já que não existe voo direto do Brasil) e, com 10 dias no destino, cada troca de cidade custa meio dia. Este roteiro corta o excesso e assume um formato testado: 3 dias em Bangkok, 3 em Chiang Mai e 4 de praia em Krabi ou Phuket — sem tentar encaixar ilhas demais.

Abaixo você encontra o dia a dia, o motivo de escolher um santuário ético de elefantes (e como reconhecer um), a regra de entrada para brasileiros formulada com cuidado — ela está em revisão em 2026 — e os custos em faixas, com valores de julho/2026. O myroteiro identifica e analisa — você reserva onde quiser.

O essencial em 30 segundos

  • >O formato que funciona em 10 dias: 3 dias em Bangkok, 3 em Chiang Mai e 4 de praia em Krabi ou Phuket, com dois voos internos curtos.
  • >Brasileiros entram na Tailândia sem visto de turismo: o acordo bilateral Brasil–Tailândia prevê até 90 dias — mas a regra geral de isenção está em revisão em 2026, então confira no site oficial antes de comprar.
  • >O TDAC (cartão digital de chegada) é obrigatório para todo estrangeiro desde 01/05/2025: gratuito, online, preenchido até 72 horas antes do embarque.
  • >Elefante ético = observar, não montar: escolha santuários sem passeio no dorso, sem shows e sem ganchos — meia diária na faixa de US$ 60–90 (estimativa, julho/2026).
  • >Melhor época: novembro a fevereiro, estação seca e menos abafada no país inteiro. De maio a outubro, as monções encarecem menos, mas chove forte no mar de Andamão (Krabi/Phuket).
  • >Não há voo direto Brasil–Tailândia: as rotas usuais conectam em Doha, Dubai ou Istambul, com 24 a 30 horas de viagem total.

01O roteiro de 10 dias, dia a dia

A lógica geográfica: Bangkok fica no centro, Chiang Mai a 1h10 de voo ao norte e as praias de Krabi/Phuket a 1h20–2h de voo ao sul (a partir de Chiang Mai, os voos costumam ter parada ou conexão). Fazer o norte primeiro e a praia por último deixa o fim da viagem sem pressa.

DiaBasePrograma
1BangkokChegada, check-in, primeiro passeio de barco pelo rio Chao Phraya
2BangkokGrand Palace e Wat Phra Kaew cedo; Wat Pho e Wat Arun à tarde
3BangkokMercados: Chatuchak (fim de semana) ou mercado flutuante; Chinatown à noite
4Chiang MaiVoo matinal; cidade velha e templos; Night Bazaar
5Chiang MaiDia no santuário ético de elefantes
6Chiang MaiDoi Suthep pela manhã; aula de culinária ou mercados de comida
7Krabi/PhuketVoo para o sul; fim de tarde na praia (Ao Nang ou Railay)
8Krabi/PhuketPasseio de barco pelas ilhas (Phi Phi ou 4 Islands)
9Krabi/PhuketDia livre de praia; caiaque, escalada em Railay ou mirante
10BangkokVoo para Bangkok e conexão para o voo internacional

Atenção ao dia 10: compre o trecho praia–Bangkok com pelo menos 4 horas de folga antes do voo internacional — e confira o aeroporto: Bangkok tem dois (Suvarnabhumi e Don Mueang), a 45–90 minutos um do outro.

02Bangkok em 3 dias: templos, rio e mercados

Bangkok assusta no primeiro contato — calor, trânsito, cheiro de comida em cada esquina — e conquista no segundo dia. Três dias bastam para o essencial:

O eixo dos templos

Comece pelo Grand Palace na abertura (8h30): é o conjunto mais visitado do país, casa do Buda de Esmeralda no Wat Phra Kaew, e o ingresso custa THB 500 (~US$ 15, valores de julho/2026). Exigem ombros e joelhos cobertos — calça leve resolve. A 10 minutos a pé fica o Wat Pho, com o Buda reclinado de 46 metros; do píer em frente, a balsa atravessa o rio até o Wat Arun, o templo de torres decoradas com porcelana que rende as melhores fotos no fim de tarde.

Mercados e comida de rua

Se o seu dia 3 cair em fim de semana, o mercado de Chatuchak — mais de 15 mil bancas — ocupa a manhã inteira; em dia útil, os mercados flutuantes de Damnoen Saduak ou Amphawa (1h a 1h30 de carro) cumprem o papel. À noite, Chinatown (Yaowarat) concentra a melhor comida de rua da cidade: entre na fila dos locais e peça o que eles pedem. Um prato de rua sai por THB 50–100 (R$ 8–16, estimativa), e é aí que a Tailândia mostra por que o dinheiro rende.

Para se locomover, combine o BTS (trem elevado), o metrô e os barcos do Chao Phraya; no resto, aplicativos de transporte evitam a negociação com tuk-tuks — que valem uma corrida, com preço combinado antes.

03Chiang Mai em 3 dias: templos, montanha e a melhor comida do país

Chiang Mai é o contraponto de Bangkok: uma cidade murada do século XIII, com mais de 300 templos, clima mais seco e ritmo de interior. O voo Bangkok–Chiang Mai dura 1h10 e custa na faixa de US$ 30–80 por trecho (estimativa, julho/2026).

Na cidade velha, três templos resumem bem o estilo do norte: Wat Phra Singh, Wat Chedi Luang (com sua estupa parcialmente em ruínas) e o pequeno Wat Phan Tao, todo de teca. À noite, o Night Bazaar e, aos domingos, a Sunday Walking Street tomam as ruas com artesanato e comida.

Reserve uma manhã para o Doi Suthep, o templo dourado no alto da montanha, com vista da cidade — 306 degraus ou funicular. Os songthaews (picapes vermelhas compartilhadas) fazem o trajeto desde a base por poucos baht.

E a comida: o norte tem pratos que não existem no resto do país. Prove o khao soi (curry de macarrão com frango e leite de coco), o sai ua (linguiça do norte) e o mercado de Warorot para frutas. Uma aula de culinária de meio dia custa na faixa de THB 1.000–1.500 (R$ 160–240, estimativa) e é um dos melhores gastos da viagem.

04Elefantes: por que observar em vez de montar

Ver elefantes é um dos motivos que levam brasileiros a Chiang Mai — e é o passeio em que a escolha mais importa. A regra é simples: santuário ético é aquele em que você observa o elefante viver, não o usa como brinquedo.

O motivo é físico e documentado: para aceitar carregar pessoas no dorso e obedecer em shows, o elefante passa por um processo de quebra de comportamento quando jovem — confinamento e uso de ganchos de metal até o animal ceder. Além disso, apesar do tamanho, a coluna do elefante não é feita para carregar peso concentrado: as estruturas de assento causam lesões ao longo dos anos. Por isso, montar em elefante, assistir a shows de truques ou ver animais pintando quadros são sinais de manejo cruel, não de tradição.

Como reconhecer um santuário sério:

  • Sem montaria, sem shows, sem correntes curtas — os animais circulam em áreas amplas e a visita é de observação, caminhada a distância e preparo de comida.
  • Grupos pequenos e regras claras de distância; alguns lugares nem incluem mais o banho com turistas, justamente para reduzir o estresse dos animais — considere isso um bom sinal, não um corte de programa.
  • Transparência sobre a origem dos elefantes: os sérios contam de onde cada animal foi resgatado (circos, montaria, extração de madeira).

O Elephant Nature Park, ao norte de Chiang Mai, foi pioneiro nesse modelo de resgate e inspirou dezenas de projetos na região — as vagas acabam com semanas de antecedência na alta temporada. Uma meia diária em santuário ético custa na faixa de US$ 60–90 por pessoa com transporte e almoço (estimativa, julho/2026); diárias completas, US$ 90–130. Desconfie de preços muito abaixo disso: cuidar bem de um elefante custa caro, e o ingresso barato costuma sair do bem-estar do animal.

05As praias do sul: Krabi ou Phuket?

Com 4 dias, escolha uma base no mar de Andamão e faça as ilhas a partir dela — trocar de base no meio consome meio dia de barco e traslado.

Krabi (Ao Nang / Railay)Phuket
EstiloFalésias de calcário, clima de vila, mais compactoIlha grande, estrutura completa, vida noturna
Praias-símboloRailay, Phra NangKata, Karon, Freedom Beach
Passeios de barco4 Islands, Hong Islands, Phi PhiPhi Phi, Phang Nga (James Bond Island)
VoosMenos frequências, aeroporto menorMais voos e horários, inclusive internacionais
PerfilCasais, quem busca cenário e calmaQuem quer estrutura, resorts e noite

Em Krabi, a base prática é Ao Nang, de onde os barcos de cauda longa saem para Railay — península sem acesso por estrada, com as falésias-símbolo da Tailândia e escalada para todos os níveis. Em Phuket, as praias da costa oeste (Kata e Karon) equilibram mar bom e estrutura sem o exagero de Patong.

O passeio de barco pelas ilhas — Phi Phi com a enseada de Maya Bay, ou o roteiro 4 Islands em Krabi — custa na faixa de THB 1.200–2.500 por pessoa em lancha compartilhada (R$ 190–400, estimativa, julho/2026), com almoço e snorkel. Saídas cedo pegam as enseadas antes da multidão. Maya Bay fecha alguns meses por ano para recuperação ambiental — confirme a abertura antes.

06Voos do Brasil, regra de entrada e melhor época

Voos: não existe rota direta Brasil–Tailândia. De São Paulo ou Rio, as combinações mais usadas conectam em Doha (Qatar Airways), Dubai (Emirates) ou Istambul (Turkish Airlines), com 24 a 30 horas de viagem até Bangkok. O comparativo Doha ou Dubai ajuda a escolher o hub, e vale revisar o tempo mínimo de conexão antes de fechar escalas apertadas. A ida e volta costuma sair na faixa de R$ 5.000–8.000 comprando com 3 a 6 meses de antecedência (estimativa, julho/2026).

Entrada de brasileiros: o Brasil tem acordo bilateral com a Tailândia que prevê entrada sem visto por até 90 dias para turismo — condição mais generosa que a regra geral de isenção aplicada a outros países, que teve corte de 60 para 30 dias aprovado pelo gabinete tailandês em 19/05/2026, ainda não em vigor. Como o tema está em transição, confira a regra no site oficial da imigração tailandesa antes de comprar — detalhes em quanto tempo brasileiro pode ficar na Tailândia. Para trabalho remoto de longa estadia existe o DTV (Destination Thailand Visa).

Dois requisitos práticos: o TDAC (Thailand Digital Arrival Card), formulário digital gratuito e obrigatório desde 01/05/2025, preenchido em tdac.immigration.go.th até 72 horas antes da chegada; e o certificado internacional de febre amarela (CIVP), exigido de viajantes vindos de países com risco da doença, Brasil incluído.

Quando ir

MesesClimaPreços
Novembro–fevereiroEstação seca, 25–32 °C, a melhor janelaAlta temporada, os mais altos do ano
Março–maioCalor forte (35 °C+); queimadas afetam o ar no norte em mar/abrMédios
Junho–outubroMonções: chuvas fortes, mar agitado em Krabi/PhuketOs mais baixos

Para este roteiro, que depende de barco no sul, a janela de novembro a fevereiro é a aposta segura. Na temporada de monções, as travessias para Phi Phi e Railay podem ser canceladas por mar grosso.

07Quanto custa e as pegadinhas para evitar

Estimativas por pessoa, em dupla, com valores de julho/2026:

ItemFaixa estimada
Voo internacional ida e voltaR$ 5.000–8.000
Voos internos (3 trechos)US$ 120–280
Hotéis (9 noites, padrão médio)US$ 270–800
Comida (mistura rua + restaurante)US$ 15–35/dia
Santuário de elefantes (meia diária)US$ 60–90
Passeio de barco pelas ilhasTHB 1.200–2.500
Ingressos e templosUS$ 40–70 no total

No total, os 10 dias saem na faixa de R$ 9.000–13.000 por pessoa num estilo econômico-confortável e R$ 13.000–19.000 com hotéis de categoria superior e mais passeios — estimativa, não promessa. Para não pagar 3,5% de IOF em cada compra no cartão, planeje o câmbio antes: veja o guia prático de câmbio. Um chip de dados resolve mapas e tradutor desde o desembarque — compare as opções em chip internacional ou eSIM.

As pegadinhas clássicas:

  • "O Grand Palace está fechado hoje" — o golpe mais antigo de Bangkok: alguém na rua avisa que o templo fechou e oferece um tuk-tuk para outro passeio, que termina em loja de joias. O palácio abre todos os dias; confira só na bilheteria oficial.
  • Tuk-tuk e táxi sem preço combinado — combine antes ou use aplicativo; em táxi, peça o taxímetro.
  • Aluguel de moto/jet ski com "danos" — no sul, fotografe o veículo inteiro antes de sair e evite deixar o passaporte como caução.
  • Desrespeito sem querer — cobrir ombros e joelhos nos templos, tirar os sapatos ao entrar e nunca tocar a cabeça de alguém são regras levadas a sério; a família real é tema fora de discussão.

Dinheiro vivo ainda manda: mercados, comida de rua, songthaews e barcos são pagos em baht, em espécie. Saques em caixas eletrônicos cobram tarifa fixa de THB 220 por operação (estimativa, julho/2026) — saque valores maiores poucas vezes em vez de pouco muitas vezes.

Se quiser esse roteiro ajustado ao seu ritmo, o myroteiro monta roteiros personalizados revisados por humanos.

Perguntas frequentes

Brasileiro precisa de visto para a Tailândia?+
Para turismo, não: o acordo bilateral Brasil–Tailândia prevê entrada sem visto por até 90 dias. A regra geral de isenção aplicada a outras nacionalidades está em revisão em 2026 (corte de 60 para 30 dias aprovado em 19/05/2026, ainda não em vigor), então confira as condições no site oficial da imigração tailandesa ou da embaixada antes de comprar a passagem.
O que é o TDAC e como preencher?+
É o Thailand Digital Arrival Card, o formulário digital que substituiu o antigo cartão de papel de imigração. É gratuito, obrigatório para todo estrangeiro desde 01/05/2025 e deve ser preenchido no site oficial tdac.immigration.go.th até 72 horas antes da chegada, com dados do passaporte, do voo e da hospedagem. Leva menos de 10 minutos e gera um QR code apresentado na imigração.
Qual é a melhor época para ir à Tailândia?+
De novembro a fevereiro: é a estação seca, com temperaturas de 25 a 32 °C e mar calmo em Krabi e Phuket. De junho a outubro as monções trazem chuva forte e travessias de barco canceladas no mar de Andamão; março e abril são muito quentes, com ar prejudicado no norte pelas queimadas agrícolas.
Krabi ou Phuket: qual escolher para 4 dias?+
Krabi (base em Ao Nang, com Railay ao lado) para quem busca cenário de falésias, vilas menores e clima tranquilo; Phuket para quem quer estrutura de resorts, mais opções de voos e vida noturna. Os passeios de barco para Phi Phi saem dos dois lugares, então nenhuma escolha te deixa sem as ilhas.
Por que não montar em elefante na Tailândia?+
Porque, para aceitar montaria e shows, o elefante passa por um processo de quebra de comportamento com confinamento e ganchos, e a coluna do animal não é adequada para carregar peso concentrado — as estruturas de assento causam lesões crônicas. Os santuários éticos funcionam no modelo oposto: observação a distância, sem montaria, sem shows e com transparência sobre a origem dos animais resgatados.
Tem voo direto do Brasil para a Tailândia?+
Não. As rotas mais práticas saem de São Paulo ou Rio com uma conexão em Doha, Dubai ou Istambul, somando 24 a 30 horas de viagem até Bangkok. Passagens de ida e volta costumam ficar na faixa de R$ 5.000–8.000 quando compradas com 3 a 6 meses de antecedência (estimativa, valores de julho/2026).
A Tailândia é um destino caro para brasileiros?+
A passagem aérea é a parte cara; no destino, o dinheiro rende: comida de rua por R$ 8–16 o prato, hotéis médios entre US$ 25 e 80 a noite e passeios de barco por R$ 190–400 (estimativas, julho/2026). Um roteiro de 10 dias sai na faixa de R$ 9.000–13.000 por pessoa no estilo econômico-confortável, incluindo os voos.
Precisa de vacina de febre amarela para entrar na Tailândia?+
A Tailândia exige o certificado internacional de vacinação contra febre amarela (CIVP) de viajantes vindos de países com risco de transmissão, e o Brasil está nessa lista. Tome a vacina com pelo menos 10 dias de antecedência e emita o CIVP no aplicativo ou site da Anvisa antes de viajar.

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