Cartões e seguros

Quanto custa seguro viagem em 2026: preços por destino

Seguro viagem custa de R$ 10 a R$ 80 por dia em 2026, dependendo do destino, da idade e da cobertura. Aqui você vê as faixas reais para Europa, EUA e América do Sul, entende o que faz o preço subir — idade, esportes, gravidez — e aprende a comparar apólices pelo que importa.

8 min de leituraAtualizado em 23 de agosto de 2026Por myroteiro

Você já fechou o voo, talvez o hotel, e agora apareceu a última linha da planilha: o seguro viagem. E aí vem a pergunta que todo mundo faz na véspera de pagar — quanto custa seguro viagem, de verdade? A resposta honesta: depende de três coisas que pesam muito mais do que a seguradora escolhida — o destino, a sua idade e o tamanho da cobertura médica. Em cotações de meados de 2026, um adulto de 35 anos paga algo entre R$ 10 e R$ 25 por dia para a América do Sul, R$ 25 a R$ 60 por dia para a Europa e R$ 35 a R$ 80 por dia para os Estados Unidos. Parece pouco perto do custo total da viagem, e é — uma diária de hospital em Orlando custa mais do que um ano de seguro. Neste guia, a conta real é essa: faixas de preço por destino e duração, os quatro fatores que encarecem a apólice (idade, esportes, gravidez e cobertura extra) e um método simples para comparar planos sem cair na armadilha do mais barato da lista. Os valores são referências de mercado e variam com o câmbio e a seguradora — use as faixas como bússola, não como tabela fixa.

O essencial em 30 segundos

  • >Em 2026, seguro viagem custa em média R$ 10-25/dia na América do Sul, R$ 25-60/dia na Europa e R$ 35-80/dia nos EUA, para um adulto de até 60 anos.
  • >A Europa (espaço Schengen) exige cobertura médica mínima de €30 mil — é regra do tratado, não sugestão da seguradora.
  • >Nos EUA não há exigência legal, mas a cobertura recomendada é de pelo menos US$ 100 mil: uma internação curta passa fácil de US$ 20 mil.
  • >Idade é o fator que mais pesa: a partir dos 65-70 anos, a mesma apólice pode custar 2 a 3 vezes mais.
  • >Compare pela cobertura de despesas médicas (DMH), não pelo preço final — dois planos com o mesmo valor podem proteger quantias muito diferentes.

01A conta real: quanto custa por dia em 2026

Ninguém te conta isso na hora de vender o plano, mas o preço do seguro viagem é montado como uma diária de hotel: valor por dia × número de dias, ajustado pela idade e pelo destino. Em cotações feitas em comparadores brasileiros em junho e julho de 2026, as faixas para um adulto de 35 anos ficaram assim:

R$ 10-25/diaAmérica do Sul
R$ 25-60/diaEuropa (Schengen)
R$ 35-80/diaEstados Unidos

Na prática, para uma viagem de 10 dias, isso significa algo entre R$ 100 e R$ 250 para Buenos Aires ou Santiago, R$ 250 a R$ 600 para Paris ou Roma, e R$ 350 a R$ 800 para Nova York ou Orlando. Ásia, Oceania e Oriente Médio costumam ficar na faixa intermediária, entre R$ 25 e R$ 50 por dia, porque os custos hospitalares locais são menores que os americanos, mas a distância encarece repatriação e traslados.

Um detalhe que pouca gente percebe: os planos são precificados em dólar ou euro e convertidos para reais na hora da cotação. Se o câmbio subir entre a pesquisa e a compra, o preço em reais sobe junto. Cotou e gostou? Feche logo — seguro viagem é um dos poucos itens da viagem em que esperar não gera desconto.

02Europa: os €30 mil obrigatórios do Schengen

A Europa é o único destino em que o seguro não é escolha: o Tratado de Schengen exige que visitantes tenham cobertura médica mínima de €30 mil, válida para todo o período da estadia e em todos os países do espaço. Isso vale para brasileiros mesmo sem visto — a isenção de visto não isenta do seguro. A imigração nem sempre pede o comprovante, mas pode pedir, e viajar sem ele é arriscar a entrada. Os detalhes das regras de entrada estão no nosso guia sobre o Schengen para brasileiros em 2026.

Faixas reais em 2026, para um adulto de 35 anos:

Cobertura médicaPreço por dia7 dias15 dias
US$ 30 mil (mínimo legal)R$ 25-35R$ 175-245R$ 375-525
US$ 60 mil (intermediário)R$ 35-45R$ 245-315R$ 525-675
US$ 150 mil (reforçado)R$ 45-60R$ 315-420R$ 675-900

O plano mínimo cumpre a lei, mas vale pensar duas vezes antes de fechar nele: uma internação com cirurgia em Paris ou Zurique consome US$ 30 mil mais rápido do que parece. Para viagens de inverno — com neve, esqui ou estradas congeladas — o intermediário com adicional de esportes costuma ser o melhor equilíbrio entre preço e proteção. Para escolher entre as seguradoras que atendem bem o continente, veja o comparativo de seguro viagem para a Europa em 2026.

03EUA: sem exigência legal, mas o mais caro de segurar

Nos Estados Unidos ninguém vai pedir seu seguro na imigração — não existe exigência legal. E é exatamente por isso que muita gente viaja sem, apostando que são só dez dias. A conta real é essa: uma consulta simples em pronto atendimento custa de US$ 300 a US$ 500, exames de imagem chegam a US$ 3.000 e uma internação de poucos dias ultrapassa US$ 20 mil com facilidade. É o sistema de saúde mais caro do mundo, e o hospital não pergunta se você é turista antes de emitir a fatura.

Por isso a recomendação de mercado para os EUA é cobertura médica de pelo menos US$ 100 mil — o dobro ou o triplo do que se contrata para a Europa. Em 2026, os planos ficam assim: cobertura de US$ 30 mil a partir de uns R$ 37 por dia, US$ 60 mil na faixa de R$ 44, US$ 150 mil em torno de R$ 56 e planos de US$ 250 mil passando de R$ 65 por dia. Para 10 dias em Nova York ou Orlando, espere algo entre R$ 450 e R$ 700 por pessoa num plano adequado.

Seguro barato para os EUA não existe — existe seguro insuficiente. Se o plano para 10 dias custou menos que um jantar em Manhattan, leia a apólice de novo: a cobertura provavelmente não pagaria nem a primeira noite de hospital.

Se quiser entender o tamanho do risco em números, temos um guia inteiro sobre quanto custa uma emergência médica no exterior — spoiler: nos EUA, os zeros assustam.

04América do Sul: o seguro mais barato do mapa

Para Argentina, Chile, Uruguai, Peru e Colômbia, o seguro viagem é o item mais barato da planilha: entre R$ 10 e R$ 25 por dia em 2026, porque os custos hospitalares da região são muito menores que os americanos e a repatriação é curta. Uma semana em Buenos Aires sai por R$ 70 a R$ 175 — menos que um jantar de parrilla para dois.

A maioria dos países sul-americanos não exige seguro por lei, mas há exceções e regras que mudam — antes de dispensar, confira a lista atualizada de países que exigem seguro viagem por lei. E barato não significa dispensável: hospitais privados de Santiago e Buenos Aires cobram em dólar de estrangeiros, e uma fratura em Bariloche pode custar alguns milhares de dólares entre atendimento e traslado.

Aliás, Bariloche é o exemplo clássico da pegadinha regional: se a viagem inclui esqui, trilha em altitude ou mergulho, o plano básico não cobre — esportes de aventura exigem adicional específico. O seguro de R$ 12 por dia vira R$ 18, e ainda assim é o melhor negócio da viagem. Quem vai esquiar e quer economizar no resto, temos um guia de como economizar em Bariloche.

05O que encarece: idade, esportes, gravidez e duração

Dois viajantes, mesmo destino, mesmas datas — e preços completamente diferentes. Quatro fatores explicam quase toda a diferença:

  • Idade. É o fator de maior peso. Até os 60 anos, a tabela é praticamente plana. A partir dos 65-70, a mesma apólice pode custar 2 a 3 vezes mais, e algumas seguradoras impõem limite de idade ou reduzem coberturas. Quem viaja com pais ou avós encontra as melhores opções no nosso guia de seguro viagem para idosos em 2026.
  • Esportes e aventura. Esqui, snowboard, mergulho, trekking em altitude e até aluguel de scooter podem ficar fora da cobertura padrão. O adicional de esportes costuma acrescentar de 30% a 50% ao preço — e sem ele, o acidente na pista vira despesa do próprio bolso.
  • Gravidez. Gestantes precisam de plano com cobertura específica, geralmente válida até 28-32 semanas, dependendo da seguradora. O preço sobe, mas o ponto crítico não é o valor: é confirmar por escrito que complicações gestacionais estão cobertas antes de pagar.
  • Duração e extras. Viagens longas diluem o custo diário (planos de 30+ dias saem proporcionalmente mais baratos), enquanto coberturas extras — bagagem, cancelamento, aparelhos eletrônicos — somam alguns reais por dia cada uma.
Doença preexistente: declare, não escondaHipertensão, diabetes, asma — se a seguradora descobrir que uma condição não declarada causou o atendimento, pode negar o reembolso inteiro. Planos com cobertura para preexistentes custam mais, mas é a diferença entre um seguro que paga e um papel que decora a mala.

06Como comparar planos sem pagar a mais

O erro clássico é ordenar o comparador por preço e clicar no primeiro da lista. O método certo tem cinco passos e leva dez minutos:

  1. Defina a cobertura médica (DMH) antes do preço. Europa: mínimo €30 mil por lei, ideal US$ 60 mil. EUA: mínimo US$ 100 mil. América do Sul: US$ 30 mil resolvem a maioria dos casos.
  2. Filtre pelo seu perfil. Idade real de todos os viajantes, esportes que vai praticar, gravidez, condições de saúde. Cotar com dados errados gera preço bonito e apólice inútil.
  3. Compare o que o número esconde: franquia (valor que você paga antes de o seguro entrar), pagamento direto ao hospital versus reembolso, atendimento em português 24h e cobertura odontológica.
  4. Cheque o seguro do seu cartão. Cartões Visa Infinite e Mastercard Black incluem seguro viagem sem custo extra — com limites e condições próprias, como emitir o bilhete com o cartão. Antes de pagar duas vezes pela mesma proteção, veja como funciona o seguro viagem do cartão de crédito.
  5. Guarde a apólice offline e salve o telefone de emergência da seguradora no celular — na hora do aperto, ninguém quer depender de Wi-Fi de hospital.
O preço certo é o da cobertura certaEntre dois planos de R$ 350, um pode cobrir US$ 30 mil e outro US$ 100 mil. Entre um de R$ 250 e um de R$ 320, os R$ 70 de diferença podem comprar o triplo de proteção. Compare sempre cobertura por cobertura — o preço sozinho não diz nada.

É exatamente esse tipo de conta que o myroteiro faz no seu dossiê de viagem: cruzamos destino, datas, idades e atividades do seu grupo e apontamos qual faixa de cobertura faz sentido — sem chute e sem exagero. O myroteiro identifica e analisa — você reserva onde quiser.

Perguntas frequentes

Quanto custa seguro viagem por dia em 2026?+
Para um adulto de até 60 anos, as faixas de mercado em 2026 são: R$ 10 a R$ 25 por dia na América do Sul, R$ 25 a R$ 60 na Europa, R$ 25 a R$ 50 na Ásia e Oceania, e R$ 35 a R$ 80 nos Estados Unidos. Idade acima de 65 anos, esportes de aventura e coberturas extras podem dobrar ou triplicar esses valores. Os preços acompanham o câmbio, então variam de uma semana para outra.
Seguro viagem é obrigatório para a Europa?+
Sim, para os 29 países do espaço Schengen: o tratado exige cobertura médica mínima de €30 mil válida durante toda a estadia, mesmo para brasileiros que entram sem visto. Reino Unido e Irlanda ficam fora do Schengen e não exigem seguro por lei, mas a recomendação é levar mesmo assim — atendimento privado em Londres ou Dublin custa caro.
O seguro do cartão de crédito é suficiente?+
Depende do cartão e do destino. Visa Infinite e Mastercard Black oferecem coberturas que costumam atender a exigência do Schengen, desde que a passagem seja paga com o cartão e o bilhete do seguro seja emitido antes do embarque. Para os EUA, os limites de alguns cartões ficam abaixo dos US$ 100 mil recomendados. Leia as condições do seu cartão antes de decidir — e emita o certificado, não basta ter o cartão.
Quanto custa seguro viagem para idosos?+
A partir dos 65 anos, espere pagar de 2 a 3 vezes o valor da tabela padrão: uma Europa que custa R$ 30 por dia aos 40 anos pode passar de R$ 70-90 por dia aos 75. Algumas seguradoras limitam a idade máxima ou reduzem coberturas para faixas mais altas, então a comparação entre planos importa ainda mais nessa faixa etária.
Gestante paga mais caro no seguro viagem?+
Sim, e o mais importante não é o preço: é a cobertura. Planos comuns excluem complicações gestacionais; gestantes precisam de apólice com cobertura específica, geralmente válida até 28-32 semanas de gestação, conforme a seguradora. O adicional varia bastante entre empresas, então vale cotar mais de uma e confirmar por escrito o limite de semanas antes de pagar.
Posso comprar seguro viagem depois de embarcar?+
Algumas seguradoras aceitam contratação com a viagem já iniciada, mas aplicam carência de alguns dias antes de a cobertura valer — e os planos disponíveis são mais caros e limitados. Para a Europa, viajar sem o seguro já contratado significa chegar à imigração sem um documento que pode ser exigido. A regra prática: compre depois da passagem e antes do embarque.
Seguro viagem cobre esqui, mergulho e trilha?+
Não por padrão. Esportes de aventura — esqui, snowboard, mergulho, trekking em altitude, e em algumas apólices até scooter alugada — exigem adicional específico, que costuma acrescentar de 30% a 50% ao preço do plano. Sem o adicional, um acidente durante a atividade pode ter a cobertura negada por completo. Declare as atividades na cotação e confirme a cláusula na apólice.

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