Destinos internacionais

Lua de Mel Internacional: Destinos por Orçamento

Maldivas, Bali, Santorini, Punta Cana, Cancún, Dubai ou Buenos Aires: antes de escolher, veja o que cada destino cobra de entrada, imposto e vacina — e como isso muda a conta do casal. Fontes oficiais, cotação do Banco Central e as regras que mudaram em 2026.

11 min de leituraAtualizado em 26 de setembro de 2026Por myroteiro

Vocês fecharam a data do casamento e abriram a planilha da lua de mel. A primeira linha é sempre a mesma — «Maldivas?» — e a segunda é o susto: a fatura final vem bem acima do que passagem mais resort prometiam. A diferença raramente está na passagem. Está no que o anúncio não mostra: imposto de 17% sobre a diária num país, taxa por pessoa por noite noutro, visto eletrônico pago, vacina exigida e os 3,5% de IOF sobre tudo que vocês pagarem com cartão brasileiro.

O erro mais comum não é escolher o destino caro — é escolher sem conhecer a estrutura do custo. Dois destinos com passagens parecidas têm contas finais muito diferentes porque um tributa a diária e outro não, um exige visto pago e outro aceita o RG, um está em temporada de furacões na data do casamento e outro na estação seca.

Este guia organiza os destinos de lua de mel mais procurados por casais brasileiros em três faixas — não pelo preço da passagem, que muda toda semana, mas pelo que é fixo e verificável hoje: regra de entrada, taxas oficiais, vacina e época. Cada número vem de fonte oficial (imigração do país, Banco Central, Anvisa, Comissão Europeia), convertido pela PTAX de 18/09/2026. O que não confirmamos, dizemos onde conferir.

O essencial em 30 segundos

  • >IOF de 3,5% sobre todo gasto pago por meio brasileiro — crédito, débito, pré-pago ou espécie. Num casal que gasta R$ 30.000 no destino, são R$ 1.050 que nenhum orçamento de resort mostra.
  • >Maldivas: além da diária, TGST de 17% e Green Tax de US$ 12 por pessoa por noite em resort (US$ 6 em pousada). Sete noites do casal somam US$ 168 só de Green Tax — cerca de R$ 866 pela PTAX de 18/09/2026.
  • >Brasileiro entra sem visto no espaço Schengen por até 90 dias em 180, com passaporte válido por 3 meses após a volta e emitido há menos de 10 anos. O ETIAS custará € 20 quando começar — e não existe data oficial.
  • >Cancún exige visto eletrônico de US$ 10 por pessoa desde 05/02/2026 (via aérea; dispensado quem tem visto americano válido). Punta Cana segue sem visto, mas a medida oficial vale até 31/12/2026.
  • >A época decide mais que o destino: furacões no Atlântico de 01/06 a 30/11 (pico em 10/09), chuvas nas Maldivas de meados de maio a novembro. Cotação de referência: PTAX de 18/09/2026, US$ 1 = R$ 5,1575 e € 1 = R$ 5,9126.

01Antes de escolher: as quatro linhas da conta de uma lua de mel

Toda lua de mel internacional cabe em quatro linhas. Duas variam com a data; duas são fixas e dá para calcular hoje, com fonte oficial. A maioria dos casais passa semanas comparando as duas primeiras e descobre as outras duas no cartão de crédito.

  1. Passagem aérea — varia com data, antecedência e rota. Maldivas, Bali e Tailândia saem do Brasil com conexão obrigatória, e a conexão é onde o preço mais abre.
  2. Hospedagem — a linha que mais varia dentro de um mesmo destino. Em resort de ilha, é a maior parte da conta.
  3. Taxas oficiais do destino — imposto sobre a diária, taxa por pessoa por noite, taxa de acesso, visto eletrônico. São públicas, têm valor definido e mudam por decreto. É a linha que este guia detalha.
  4. Custo de pagar em real — IOF de 3,5% sobre todo meio de pagamento brasileiro, mais o spread cambial.

A cotação de referência é a PTAX do Banco Central de 18/09/2026: US$ 1 = R$ 5,1575 e € 1 = R$ 5,9126 (venda, fechamento). A PTAX não é o câmbio que você vai pagar — é a média oficial do mercado interbancário, e serve justamente para medir quanto o seu banco cobra acima dela. E por que organizar por orçamento, e não por «destino romântico»? Porque na lua de mel a data é fixa, ditada pelo casamento e não pela estação do destino: quem casa em setembro e quer Caribe viaja no pico dos furacões.

02Faixa 1 — perto e sem burocracia: Argentina, Punta Cana e Cancún

A faixa em que quase todo o orçamento vira experiência: voo mais curto, pouca ou nenhuma taxa de entrada, imigração sem burocracia. Não é «lua de mel barata» — Mendoza tem hotéis-vinícola e Punta Cana tem resorts que cobram como as Maldivas.

Argentina (Buenos Aires, Mendoza, Bariloche)

O único destino da lista em que o casal viaja sem passaporte: a Direção Nacional de Migrações aceita, para turistas do Mercosul, «pasaporte vigente o Cédula de Identidad vigente» — o RG, em bom estado e legível. Permanência de até três meses, prorrogável. Sem visto, sem taxa de entrada, e a Argentina não está na lista da Anvisa de exigência de febre amarela.

Punta Cana (República Dominicana)

O site oficial de turismo dominicano informa que brasileiros entram sem visto por uma medida excepcional que «se mantendrá vigente hasta el 31 de diciembre de 2026». Casamento em 2027: confira a renovação antes de comprar. Essa mesma medida dispensa o brasileiro da validade mínima de seis meses que vale para outras nacionalidades — o site oficial diz textualmente que o passaporte precisa apenas «permanecer vigente durante su estadía y salida del territorio dominicano». e-ticket (formulário eletrônico gratuito, em eticket.migracion.gob.do) antes do balcão da companhia, e taxa adicional para quem fica mais de 30 dias. A República Dominicana está na lista da Anvisa de países que exigem o Certificado Internacional de Vacinação contra febre amarela (CIVP).

Cancún e Riviera Maya (México)

A regra mudou em 2026. Desde 05/02/2026, o brasileiro sem visto americano, canadense, japonês, britânico ou Schengen válido precisa de visto eletrônico mexicano: US$ 10 por pessoa (cerca de R$ 52), válido por 180 dias, uma entrada e só para chegada por via aérea. Quem tem um desses vistos estrangeiros entra apresentando-o. O visto consular custa US$ 56 desde 01/01/2026, segundo o Consulado do México em São Paulo. Quintana Roo cobra ainda uma taxa estadual por visitante estrangeiro (Visitax), por pessoa, no portal oficial — que não exibe o valor em página pública. O México não consta na lista da Anvisa.

Furacões: a data do casamento decide. O Centro Nacional de Furacões dos EUA (NOAA) fixa a temporada do Atlântico de 01/06 a 30/11, com pico em 10/09 e a maior atividade entre meados de agosto e meados de outubro. Punta Cana e Cancún estão na zona. Caribe em setembro não é proibido — mas peça ao hotel a política de remarcação por escrito e contrate seguro que cubra cancelamento por evento climático.

03Faixa 2 — Europa: o que pesa além da passagem

Santorini, Amalfi, Paris, Lisboa, Toscana. Passagem mais cara que a da Faixa 1, mas entrada gratuita e taxas pequenas e previsíveis. O que muda a conta é a data — alta e baixa temporada têm hotéis a preços muito diferentes — e as taxas municipais que se acumulam ao longo de dez noites.

A regra de entrada, que muita gente ainda erra

Brasileiro não precisa de visto para o espaço Schengen em turismo de até 90 dias em qualquer período de 180. A exigência é de documento, e o portal Your Europe, da União Europeia, é claro:

«Your passport should be valid for at least 3 months after the date you intend to leave the EU and it must have been issued within the last 10 years.» — Your Europe, portal oficial da União Europeia, consultado em 19/09/2026.

O guarda pode pedir comprovante de hospedagem, passagem de volta e prova de meios. Duas novidades afetam a lua de mel: o EES (Entry/Exit System), em plena operação desde 10/04/2026, registra impressões digitais e imagem facial de todo visitante de curta duração — a primeira entrada demora mais; e o ETIAS, autorização eletrônica pré-viagem, custará € 20 quando começar. A Comissão Europeia diz apenas que a data será anunciada «several months prior to its launch». Não há data oficial; quem afirma uma está inventando.

Seguro viagem: obrigatório ou não?

O «seguro de € 30.000 obrigatório» vem do artigo 15 do Código de Vistos europeu e vale para quem pede visto Schengen — não é o caso do brasileiro turista. A cobertura é decisão do casal, não exigência de fronteira. Uma internação privada na Europa sem seguro transforma lua de mel em dívida.

As taxas que se acumulam

A Grécia cobra a «taxa de resiliência climática» por quarto por noite: em hotel 5 estrelas, € 15 de abril a outubro e € 4 de novembro a março (em vigor desde 01/01/2025, segundo a imprensa especializada grega; Lei 5073/2023). Sete noites em Santorini num 5 estrelas em junho: € 105, cerca de R$ 621. Lisboa cobra € 4 por pessoa por noite, até sete noites, a partir de 13 anos — € 56 pelo casal, cerca de R$ 331. Veneza cobra em 2026 um «contributo di accesso» de € 5 por pessoa (pago com quatro dias ou mais de antecedência) ou € 10, só para visitantes de um dia, em 60 dias entre 03/04 e 26/07/2026; quem dorme na cidade está isento. As datas de 2027 ainda não foram publicadas.

04Faixa 3 — longa distância e resort: Maldivas, Bali, Tailândia, Dubai, Zanzibar e Cidade do Cabo

A faixa da lua de mel de capa de revista, e a que mais surpreende na fatura: aqui a hospedagem é o destino, e os países sabem disso. As taxas incidem sobre a diária ou sobre a pessoa-noite — e o casal paga pelos dois.

Maldivas

Visto de turista concedido na chegada, sem pré-aprovação, segundo a Imigração das Maldivas — o Ministério das Relações Exteriores maldivo informa 30 dias, gratuitos. Exige-se passaporte com ao menos um mês de validade, passagem de volta, reserva pré-paga confirmada (ou prova de fundos) e a «Traveller Declaration» no portal IMUGA, por viajante, nas 96 horas anteriores à chegada, gratuita. As Maldivas exigem o certificado de febre amarela de quem vem de país com risco de transmissão, e constam na lista da Anvisa. A conta é onde mora a diferença: o imposto sobre bens e serviços turísticos (TGST) subiu para 17% em 01/07/2025, e a Green Tax dobrou em 01/01/2025 para US$ 12 por pessoa por noite em resorts (US$ 6 em pousadas com menos de 50 quartos). Sete noites de casal em resort: US$ 168 de Green Tax, cerca de R$ 866, mais 17% sobre cada diária e refeição. Época: o Serviço Meteorológico maldivo situa a estação chuvosa de meados de maio a novembro e a seca de janeiro a março.

Bali (Indonésia)

O brasileiro é elegível ao Visa on Arrival (ou e-VoA, pedido antes em evisa.imigrasi.go.id): IDR 500.000 por pessoa, 30 dias, prorrogável uma vez por mais 30 dias mediante nova taxa de IDR 500.000. Bali cobra ainda a taxa provincial para turistas estrangeiros, IDR 150.000 por pessoa, uma única vez, no portal Love Bali ou no aeroporto. A Indonésia está na lista da Anvisa.

Tailândia (Phuket, Krabi, Koh Samui)

Mudança em 15/09/2026: a Autoridade de Turismo da Tailândia confirmou o fim da isenção geral de 60 dias (Diário Oficial de 31/08/2026), substituída por isenções de 30 e 15 dias para a maioria das nacionalidades. O brasileiro entra por acordo bilateral: a Embaixada da Tailândia em Brasília informa isenção de visto por até 90 dias. Obrigatório para todos é o TDAC (Thailand Digital Arrival Card), nos 3 dias anteriores à chegada. A Tailândia consta na lista da Anvisa.

Dubai (Emirados Árabes Unidos)

O Ministério das Relações Exteriores dos Emirados lista a «Federative Republic of Brazil» como «Visa Free»; a embaixada em Brasília informa 90 dias. Os hotéis de Dubai cobram a «Tourism Dirham», de AED 7 a AED 20 por quarto por noite conforme a categoria, segundo o portal oficial u.ae. Os Emirados estão na lista da Anvisa.

Zanzibar (Tanzânia) e Cidade do Cabo (África do Sul)

Para Zanzibar, o Departamento de Imigração da Tanzânia cobra o visto ordinário de turismo em US$ 50 por pessoa (validade de até 90 dias); o governo de Zanzibar exige ainda um seguro de viagem próprio, pago em dólares no portal oficial visitzanzibar.go.tz — que não respondeu no dia da consulta, por isso não reproduzimos o valor. A Tanzânia consta na lista da Anvisa. A África do Sul não cobra nada: o Departamento de Assuntos Internos lista o Brasil com isenção de visto por 90 dias — e também exige o CIVP.

05Tabela: entrada, taxas fixas e vacina, destino por destino

Só o que é fixo e verificável hoje; passagem e hotel ficam de fora de propósito. Conversões pela PTAX de 18/09/2026 (US$ 1 = R$ 5,1575; € 1 = R$ 5,9126). Rúpia indonésia e dirham não têm PTAX no Banco Central e ficam na moeda local.

DestinoEntrada do brasileiroTaxas oficiais conhecidasFebre amarela (lista Anvisa)Época a evitar
ArgentinaSem visto; RG ou passaporte; até 3 mesesNenhuma taxa de entradaNão exige—
Punta CanaSem visto até 31/12/2026; e-ticket gratuito; passaporte só precisa valer durante a estadia (isenção brasileira dos 6 meses até 31/12/2026)Taxa adicional só acima de 30 diasExige01/06 a 30/11 (furacões)
CancúnVisto eletrônico US$ 10/pessoa desde 05/02/2026 (via aérea) ou visto EUA/Canadá/Schengen/Japão/Reino Unido válidoVisitax estadual por pessoa (valor no portal oficial)Não exige01/06 a 30/11 (furacões)
Grécia (Santorini)Sem visto; 90 dias em 180Taxa climática por quarto/noite: € 15 (5★, abr–out) · € 4 (5★, nov–mar)Não exige—
Portugal (Lisboa)Sem visto; 90 dias em 180€ 4/pessoa/noite, máx. 7 noitesNão exige—
Itália (Veneza)Sem visto; 90 dias em 180Acesso € 5–10/pessoa/dia só para quem não dorme na cidade (60 dias entre 03/04 e 26/07/2026)Não exige—
MaldivasVisto na chegada, gratuito; reserva pré-paga; IMUGA em 96 hTGST 17% + Green Tax US$ 12/pessoa/noite (resort) ou US$ 6 (pousada)ExigeMeados de maio a novembro (chuvas)
BaliVisa on Arrival IDR 500.000/pessoa, 30 diasTaxa provincial IDR 150.000/pessoa, uma vezExige—
TailândiaSem visto até 90 dias (acordo bilateral); TDAC em 3 diasNenhuma taxa de entradaExige—
DubaiSem visto; 90 diasTourism Dirham AED 7–20/quarto/noiteExige—
ZanzibarVisto ordinário US$ 50/pessoaSeguro obrigatório de Zanzibar (valor no portal oficial)Exige—
Cidade do CaboSem visto; 90 diasNenhuma taxa de entradaExige—

Dois destinos ficaram fora por prudência. Japão: a isenção de visto para passaporte comum com chip (até 90 dias) começou em 30/09/2023 com prazo anunciado de três anos — termina em setembro de 2026, e não conseguimos confirmar a renovação nas páginas dos consulados; confira antes de comprar. Turquia: isenção por até 90 dias segundo o Ministério das Relações Exteriores turco, fora da lista da Anvisa, mas sem taxa turística oficial que pudéssemos localizar. Sobre a coluna de vacina: a lista simplificada da Anvisa é de dezembro de 2022 (base OMS), e a própria Anvisa avisa que «as exigências dos países podem ser alteradas a qualquer momento» e que escalas contam. O CIVP vale por toda a vida desde 11/07/2016 e a emissão é gratuita.

06Câmbio, IOF e a conta em reais: o que ninguém coloca no orçamento

Há uma linha que independe do destino e que quase todo casal esquece: o custo de pagar em real. Tem duas partes, e a maioria se concentra na errada.

IOF: 3,5% sobre tudo, sem exceção por meio de pagamento

Desde a unificação de 2025, o IOF sobre câmbio para gastos pessoais é de 3,5% — no crédito, no débito, no pré-pago, na conta global e na compra de espécie. A Agência Brasil resumiu em 17/07/2025:

«Unificação do IOF sobre operações de câmbio em 3,5%. A nova alíquota incide sobre: transações de câmbio com cartões de crédito e débito internacional, compra de moeda em espécie, cartão pré-pago internacional…» — Agência Brasil, 17/07/2025.

Isso enterra o conselho mais repetido nos grupos de casais: «use pré-pago para escapar do IOF». Não escapa. O que decide o IOF é o país do emissor: cartão de banco estrangeiro não paga, porque o imposto é brasileiro; cartão brasileiro que cobra em dólar paga.

A conta do IOF na lua de mel. Casal que gasta R$ 20.000 no destino com meios brasileiros: R$ 700. R$ 30.000: R$ 1.050. R$ 40.000: R$ 1.400. Em muitos destinos da Faixa 1 é mais do que todas as taxas de entrada somadas.

Spread cambial: a alavanca de verdade

Se o IOF é igual para todos os meios, a economia possível está no spread — a diferença entre a PTAX (R$ 5,1575 por dólar em 18/09/2026) e a cotação que o seu banco, cartão ou casa de câmbio aplica, que varia alguns pontos percentuais entre instituições. Como medir: na última fatura internacional, divida o valor em reais pelo valor em moeda e compare com a PTAX do dia da compra; o que sobrar acima dos 3,5% é o spread. O Banco Central publica ainda o ranking do VET (Valor Efetivo Total) por instituição — a comparação oficial. E o orçamento em real precisa de uma margem para câmbio, não de uma margem «para imprevistos» genérica.

07Passo a passo: como fechar o orçamento da lua de mel em oito decisões

A ordem importa. Quem começa pela passagem escolhe o destino pelo preço do dia e descobre depois que a data cai na monção.

  1. Trave a data e olhe o clima antes de qualquer preço. Caribe de junho a novembro é temporada de furacões; Maldivas de meados de maio a novembro é estação chuvosa. Se a data não pode mudar, o destino pode.
  2. Confira os passaportes dos dois. Schengen: válido por 3 meses após a volta e emitido há menos de 10 anos. República Dominicana: pela medida excepcional vigente até 31/12/2026, o brasileiro está dispensado dos 6 meses que valem para outras nacionalidades — basta o passaporte estar válido durante a estadia. Renovar na Polícia Federal custa R$ 257,25 por pessoa (R$ 514,50 o casal); a taxa só é gerada depois do formulário eletrônico.
  3. Decida o sobrenome antes de comprar a passagem. O nome do bilhete tem de ser o do passaporte que vai viajar. Se um dos dois muda o sobrenome no casamento, ou compra com o nome do passaporte atual e viaja com ele, ou tira o passaporte novo antes de emitir a passagem.
  4. Resolva a entrada. Cancún: visto eletrônico de US$ 10 (via aérea) ou visto estrangeiro válido. Bali: e-VoA de IDR 500.000. Zanzibar: visto de US$ 50. Maldivas: IMUGA nas 96 horas anteriores. Tailândia: TDAC nos 3 dias anteriores. Punta Cana: e-ticket antes do balcão. Europa: nada até o ETIAS começar.
  5. Vacina. Se o destino está na lista da Anvisa (Maldivas, Bali, Tailândia, Dubai, Zanzibar, Cidade do Cabo, Punta Cana), tome a vacina com antecedência e emita o CIVP. Escalas contam.
  6. Some as taxas fixas com a tabela acima — por pessoa, por noite, para o casal. Nas Maldivas, aplique 17% de TGST sobre diária e refeições.
  7. Aplique 3,5% de IOF sobre tudo o que será pago com meio brasileiro e reserve margem para câmbio.
  8. Só então compare passagem e hotel — com a conta completa, destino a destino, e não com o preço do anúncio.
Reserva pré-paga não é detalhe. As Maldivas exigem, para a entrada, «a prepaid confirmed booking at a registered facility» ou prova de fundos. Um casal que pretendia pagar o resort no check-out para diluir o câmbio pode precisar quitar antes. Pergunte ao hotel qual documento ele emite para a imigração.

Se vocês usam o myroteiro, ele identifica na caixa de entrada as reservas de voo e hotel, monta o roteiro e avisa em tempo real quando um horário muda — o myroteiro identifica e analisa; você reserva onde quiser.

08O que dá errado em lua de mel — e o que guardar antes de embarcar

Ninguém te conta isso no site do resort: a maioria dos problemas de lua de mel não é de hotel. É de documento, de data e de regra que mudou entre a compra e o embarque.

  • A regra mudou depois da compra. Em 2026 aconteceu três vezes nos destinos deste guia: México (visto eletrônico em 05/02/2026), Tailândia (novo regime em 15/09/2026), República Dominicana (fim da medida excepcional em 31/12/2026). Releia a regra de entrada na semana do embarque.
  • Passaporte «válido» que não serve. Para o Schengen, vencer só em dezembro não basta se a emissão passou de dez anos: o passaporte brasileiro vale dez anos, e quem tirou o dele em 2016 pode estar fora da regra europeia em 2026 com o documento em dia. A República Dominicana é o caso oposto — o brasileiro está isento da validade mínima de seis meses até 31/12/2026, mas vale reler a regra depois dessa data.
  • Nome da passagem diferente do passaporte. A companhia não embarca com divergência de sobrenome, e a certidão de casamento não substitui o passaporte no balcão.
  • Conexão apertada com o EES. A primeira entrada no espaço Schengen desde 10/04/2026 inclui biometria e alonga a fila. Não compre conexão mínima na primeira entrada.

O que guardar, no celular e impresso

  • Reservas pagas (a das Maldivas com o comprovante de pré-pagamento), passagem de volta e comprovantes das autorizações eletrônicas — e-ticket, TDAC, IMUGA, visto mexicano, e-VoA.
  • CIVP de febre amarela dos dois e a apólice do seguro com o telefone de assistência.
  • A PTAX do dia em que fecharam a planilha, para saber depois quanto o câmbio custou.

Guarde cada reserva em um só lugar, em PDF. Quando um voo muda de horário — e muda —, a diferença entre uma lua de mel tranquila e uma noite no aeroporto é ter o número da reserva à mão.

Perguntas frequentes

Qual é o destino de lua de mel internacional mais em conta saindo do Brasil?+
Não há resposta única, porque passagem e hotel mudam com a data. O que se pode afirmar é qual estrutura de custo é a mais leve: sem visto, sem taxa de entrada e voo curto. A Argentina reúne os três — entrada com RG, sem taxa, sem exigência de febre amarela, até três meses de permanência — e Mendoza e Bariloche têm hotelaria de lua de mel sem a camada de impostos das ilhas.
Maldivas ou Bali: qual pesa menos no orçamento de um casal?+
Estruturalmente, Bali. Nas Maldivas a entrada é gratuita, mas a conta carrega 17% de TGST sobre diárias e refeições e Green Tax de US$ 12 por pessoa por noite em resort — US$ 168 por casal em sete noites. Em Bali, o casal paga IDR 500.000 por pessoa de Visa on Arrival e IDR 150.000 de taxa provincial, uma única vez, sem imposto por noite. Ambos exigem o CIVP.
Preciso de visto para lua de mel em Cancún em 2026?+
Desde 05/02/2026, sim — salvo se tiver visto válido dos Estados Unidos, Canadá, Japão, Reino Unido ou espaço Schengen, caso em que entra apresentando-o. Sem um deles, o visto eletrônico mexicano custa US$ 10 por pessoa, vale 180 dias, permite uma entrada e só serve para chegada por via aérea. O visto consular custa US$ 56 desde 01/01/2026.
Punta Cana pede visto de brasileiro? Até quando?+
Não pede, por uma medida excepcional que o site oficial de turismo dominicano informa vigente até 31/12/2026 — para casamento em 2027, confira a renovação antes de comprar. Essa mesma medida dispensa o brasileiro da validade mínima de seis meses que vale para outras nacionalidades: o passaporte só precisa estar válido durante a estadia e a saída. Além disso: e-ticket gratuito antes do balcão da companhia e taxa adicional se a estadia passar de 30 dias. O país consta na lista da Anvisa de exigência do CIVP.
Quanto de IOF vou pagar na lua de mel usando cartão de crédito?+
3,5% sobre cada compra em moeda estrangeira — e o mesmo 3,5% no débito, no pré-pago, na conta global e na compra de espécie. Nenhum meio de pagamento brasileiro é isento. Num gasto de R$ 30.000, são R$ 1.050. Só não paga quem usa cartão emitido por banco estrangeiro, porque o IOF é imposto brasileiro. A economia real está no spread cambial.
Seguro viagem é obrigatório para lua de mel na Europa?+
Não para o brasileiro turista, que entra sem visto. A cobertura mínima de € 30.000 está no artigo 15 do Código de Vistos europeu e vale para quem solicita visto Schengen. O guarda pode, porém, pedir prova de meios e passagem de volta. Viajar sem seguro é decisão do casal — e uma internação privada na Europa costuma custar mais do que a lua de mel inteira.
Quais destinos de lua de mel exigem vacina de febre amarela de quem sai do Brasil?+
Pela lista simplificada da Anvisa (dezembro de 2022, base OMS): Maldivas, Indonésia (Bali), Tailândia, Emirados Árabes (Dubai), Tanzânia (Zanzibar), África do Sul, Seicheles, Polinésia Francesa e República Dominicana, entre outros. Não constam Argentina, México, Portugal, Grécia, Itália, França, Turquia e Japão. Escalas contam, e o CIVP é gratuito e vale por toda a vida.
Vou mudar de sobrenome no casamento: compro a passagem com qual nome?+
Com o nome exato do passaporte que vai embarcar. Se a viagem é logo depois do casamento, o mais seguro é comprar e viajar com o passaporte atual, no nome de solteira, e cuidar do documento novo depois. Se preferir viajar já com o sobrenome novo, emita o passaporte antes de comprar a passagem. A certidão de casamento não substitui o passaporte no balcão.

Pare de gastar horas pesquisando.

O myroteiro explica as coberturas do seu cartão, calcula o orçamento real com IOF e monta seu dossiê em algumas horas, com revisão humana antes de enviar.

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