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Visto para o Egito: como tirar sendo brasileiro (2026)

Brasileiros precisam de visto para o Egito — mas o processo é simples: e-visa no site oficial ou visto na chegada. Veja preços de julho/2026, validade, o carimbo gratuito do Sinai e os sites falsos a evitar.

11 min de leituraAtualizado em 03 de agosto de 2026Por myroteiro

Pirâmides de Gizé, cruzeiro no Nilo, templos de Luxor, mergulho no Mar Vermelho: o Egito é um dos destinos de cultura mais procurados por brasileiros — e, diferentemente de Turquia e Marrocos, aqui visto é obrigatório. A boa notícia: é um dos vistos mais simples que um brasileiro pode tirar. São dois caminhos — o e-visa no site oficial do governo egípcio (visa2egypt.gov.eg) ou o visto na chegada (visa on arrival), pago no aeroporto.

Os valores foram reajustados em 2026: o visto de entrada única passou a US$ 30 (era US$ 25 até o reajuste de 01/03/2026 no balcão), e o Aeroporto do Cairo começou a migrar o visto na chegada para um sistema digital com QR code. Há ainda um caso especial pouco conhecido: quem vai só para o Sul do Sinai (Sharm el-Sheikh, Dahab) pode entrar sem visto, de graça, por até 15 dias, com o chamado carimbo "Sinai Only".

Este guia mostra o passo a passo dos dois caminhos, os preços de julho/2026, como reconhecer os sites falsos de e-visa que cobram o triplo, e o que mais a imigração egípcia exige de quem chega do Brasil — incluindo o certificado de febre amarela. O myroteiro identifica e analisa — você reserva onde quiser.

O essencial em 30 segundos

  • >Brasileiros precisam de visto para o Egito. Os dois caminhos para turismo: e-visa no site oficial visa2egypt.gov.eg ou visto na chegada (visa on arrival) no aeroporto.
  • >Valores de julho/2026: visto de entrada única US$ 30; e-visa de múltiplas entradas US$ 65. No Aeroporto do Cairo, a partir de 01/08/2026 o visto na chegada vira QR code digital com custo total de US$ 36 (US$ 30 + US$ 6 de emissão).
  • >O e-visa de entrada única vale 3 meses para ser usado e permite estada de até 30 dias; o de múltiplas entradas vale 6 meses, com até 30 dias por estada.
  • >Só use o site oficial (termina em .gov.eg): sites intermediários de e-visa cobram US$ 60–150 pelo mesmo documento e nem sempre entregam.
  • >Quem vai só ao Sul do Sinai (Sharm el-Sheikh, Dahab, Taba, Santa Catarina) pode entrar sem visto com o carimbo gratuito Sinai Only, válido por 15 dias — mas ele não permite ir ao Cairo nem a Luxor.
  • >Vindo do Brasil, o Egito exige o Certificado Internacional de Vacinação contra febre amarela (CIVP) — tire a vacina com pelo menos 10 dias de antecedência se ainda não tiver.

01Brasileiro precisa de visto para o Egito? Sim — e são dois caminhos

Sim: cidadãos brasileiros precisam de visto para entrar no Egito, inclusive para turismo. Para estadas de até 30 dias, há duas rotas oficiais, ambas simples:

OpçãoOnde se tiraCusto (julho/2026)Estada
E-visa (entrada única)visa2egypt.gov.eg, antes de viajarUS$ 30Até 30 dias
E-visa (múltiplas entradas)visa2egypt.gov.eg, antes de viajarUS$ 65Até 30 dias por entrada, em 6 meses
Visto na chegadaBalcão/quiosque no aeroportoUS$ 30 (US$ 36 no Cairo com o novo sistema digital)Até 30 dias
Carimbo Sinai OnlyImigração de Sharm el-Sheikh ou TabaGratuitoAté 15 dias, só no Sul do Sinai

Os preços subiram em 2026 — o visto de entrada única era US$ 25 e passou a US$ 30 (no balcão desde 01/03/2026; no e-visa, com reajuste aplicado a partir de 27/04/2026). Como taxas de visto mudam sem muito aviso, confira o valor no site oficial antes de viajar.

Qual escolher? Para a maioria dos roteiros clássicos (Cairo + cruzeiro no Nilo), o e-visa de entrada única resolve: você chega com o documento aprovado, evita fila e desembarca direto para a imigração. O visto na chegada funciona bem como plano B ou para quem decidiu a viagem em cima da hora. O de múltiplas entradas só vale a pena se o seu roteiro sai e volta ao Egito — por exemplo, Egito + Jordânia com retorno para o voo internacional.

02E-visa oficial: passo a passo no visa2egypt.gov.eg

O portal oficial do governo egípcio é o visa2egypt.gov.eg — guarde esse endereço, porque é o único que importa. O processo:

  1. Crie uma conta no portal com seu e-mail;
  2. Preencha o formulário: dados pessoais, número do passaporte, datas e endereço da primeira hospedagem no Egito;
  3. Envie os documentos digitalizados: página de identificação do passaporte (validade mínima de 6 meses a partir da chegada) e foto recente tipo documento;
  4. Pague com cartão de crédito ou débito internacional — US$ 30 (entrada única) ou US$ 65 (múltiplas entradas), valores de julho/2026. Lembre que compras internacionais no cartão têm IOF de 3,5%;
  5. Aguarde a aprovação por e-mail — costuma sair em poucos dias úteis, mas a orientação oficial é solicitar com pelo menos 7 dias de antecedência;
  6. Imprima o e-visa (e guarde o PDF no celular) para apresentar no embarque e na imigração.

Validade — atenção à diferença entre "usar" e "ficar": o e-visa de entrada única vale 3 meses a partir da emissão para você entrar no país; uma vez dentro, a estada é de até 30 dias. O de múltiplas entradas vale 6 meses, com até 30 dias por visita. Não emita o visto cedo demais: se a viagem for daqui a 4 meses, espere — um e-visa de entrada única emitido hoje estará vencido antes do embarque.

03Visto na chegada: como funciona no aeroporto

O visa on arrival é a via tradicional e continua disponível para brasileiros. Como funciona:

  1. Ao desembarcar, antes da fila de imigração, procure os balcões de banco (bank kiosks) no saguão de chegada;
  2. Pague a taxa — leve dólares em espécie, de preferência notas novas; é a forma mais aceita e rápida. Euro costuma ser aceito, mas o troco vem em libra egípcia;
  3. Cole o selo do visto numa página em branco do passaporte e siga para a imigração, onde o oficial carimba a entrada de 30 dias.

Novidade no Cairo: a partir de 01/08/2026, o Aeroporto Internacional do Cairo substitui o selo de papel por um QR code digital, com custo total de US$ 36 (a taxa de US$ 30 mais US$ 6 de emissão). O piloto cobre os terminais de chegada do Cairo; nos demais aeroportos (Hurghada, Luxor, Sharm el-Sheikh para quem quer o visto completo), o processo segue no formato tradicional até segunda ordem — mais um motivo para conferir o site oficial perto da data.

Prós e contras frente ao e-visa: o visto na chegada não exige planejamento e não vence antes do embarque; em troca, depende de fila, de dinheiro em espécie e de mais um passo depois de um voo longo. Com criança, chegada de madrugada ou conexão apertada, o e-visa aprovado de antemão tira esse atrito do caminho.

04Sites falsos de e-visa: como reconhecer e não pagar o triplo

Busque "visto Egito" em qualquer buscador e os primeiros resultados raramente serão o site do governo. Intermediários compram anúncios com aparência oficial — bandeiras, brasões, nomes como "egypt-evisa", "evisa egypt online" — e cobram US$ 60–150 pelo mesmo visto de US$ 30, quando entregam.

Checklist anti-golpe em 4 pontos:

  • O domínio oficial termina em .gov.eg — o portal é visa2egypt.gov.eg. Qualquer ".com", ".org" ou ".net" é intermediário;
  • Preço acima de US$ 30 (entrada única) é sinal de sobretaxa de terceiro;
  • Selos de "processamento expresso garantido" não existem no sistema oficial — a aprovação depende só do governo egípcio;
  • Sites que pedem dados além do formulário oficial (renda, documentos extras) estão coletando informação que o governo não exige.

Vale dizer: alguns intermediários são empresas reais de despacho de vistos, que cobram pelo serviço de preencher o formulário por você. Para um formulário de 10 minutos, é dinheiro jogado fora — e o risco de cair num site que simplesmente some com o pagamento existe. Se algo der errado com um intermediário, o governo egípcio não tem nenhuma obrigação com você: o visto que vale é o emitido pelo sistema oficial.

Regra prática: digite o endereço visa2egypt.gov.eg direto no navegador, sem passar por anúncio de buscador.

05Entrada especial no Sinai: carimbo gratuito de 15 dias

Pouca gente sabe, mas há um caso em que brasileiros entram no Egito sem visto e sem pagar nada: o carimbo Sinai Only. Quem chega diretamente ao Sul do Sinai — pelo aeroporto de Sharm el-Sheikh ou pela fronteira terrestre de Taba (vindo da Jordânia ou de Israel) — pode pedir na imigração o carimbo gratuito, válido por até 15 dias.

O que ele permite e o que não permite:

  • Permite: circular livremente pelo Sul da península — Sharm el-Sheikh, Dahab, Nuweiba, Taba, o Monte Sinai e o Mosteiro de Santa Catarina;
  • Não permite: sair do Sul do Sinai. Cairo, pirâmides, Luxor, Hurghada e o resto do país ficam fora — há postos de controle nas estradas que saem da península;
  • Não é prorrogável: passou de 15 dias ou mudou de ideia sobre conhecer o Cairo, é preciso o visto completo.

Na prática: se o seu plano é um resort em Sharm ou uma temporada de mergulho em Dahab, o Sinai Only elimina o custo do visto. Se existe qualquer chance de você querer um bate-volta às pirâmides ou um cruzeiro no Nilo, tire o visto normal de US$ 30 desde o início — "converter" o carimbo depois, de dentro do país, é burocracia que não compensa. Avise o oficial de imigração do seu plano na chegada: é ele quem decide qual carimbo aplicar, e o padrão em Sharm para quem não fala nada pode ser justamente o Sinai Only.

06Documentos, febre amarela e alfândega: o resto do checklist

Além do visto, a entrada no Egito pede atenção a três pontos:

1. Passaporte — validade mínima de 6 meses a partir da data de chegada e pelo menos uma página em branco. A regra é aplicada no check-in da companhia aérea, antes mesmo de você chegar ao Egito.

2. Certificado de febre amarela — o Egito exige o Certificado Internacional de Vacinação ou Profilaxia (CIVP) de viajantes procedentes de países com risco de transmissão de febre amarela, e o Brasil está nessa lista. Sem o certificado, você pode ser barrado ou retido na chegada. A vacina deve ser tomada com pelo menos 10 dias de antecedência, e o CIVP é emitido gratuitamente pelo aplicativo ou site da Anvisa após o registro da dose. A lista completa de países que cobram o certificado de brasileiros está no guia de febre amarela em viagens internacionais.

3. Dinheiro e alfândega — a moeda é a libra egípcia (EGP), que se desvalorizou fortemente nos últimos anos; leve dólares em espécie e troque aos poucos no destino (o básico está no guia de câmbio). Na entrada, valores em espécie acima de US$ 10.000 (ou equivalente) devem ser declarados; é proibido entrar ou sair com mais de 5.000 libras egípcias. Drones dependem de autorização prévia — sem ela, são retidos no aeroporto. Como estimativa de orçamento (valores de julho/2026), um dia no Egito em padrão intermediário custa US$ 40–80 por pessoa, fora as entradas de sítios arqueológicos, que têm preço próprio para estrangeiros.

Seguro viagem não é exigido na imigração, mas o atendimento privado — o que um turista usa na prática — é pago na hora; veja o guia de seguro viagem por país.

07Segurança e logística: o que considerar sem drama

Sobre segurança, o quadro em julho/2026, dito de forma direta: os circuitos turísticos clássicos — Cairo e Gizé, Luxor, Aswan e o cruzeiro no Nilo, os balneários do Mar Vermelho — concentram policiamento dedicado ao turismo e recebem milhões de visitantes por ano sem incidentes. As recomendações internacionais de viagem pedem cautela adicional apenas em áreas específicas, distantes dos roteiros turísticos: o Norte do Sinai, a faixa de fronteira do Deserto Ocidental com a Líbia e a região fronteiriça com o Sudão. Nenhum roteiro turístico normal passa por elas.

Recomendações práticas, mais de conforto do que de risco:

  • Deslocamentos longos por terra são melhores de dia e por rotas principais; entre cidades turísticas, o avião e o trem noturno Cairo–Luxor resolvem bem;
  • Registre a viagem no portal do Itamaraty e guarde o contato da Embaixada do Brasil no Cairo;
  • O assédio comercial em Gizé e nos bazares é intenso — "la, shukran" (não, obrigado) dito com um sorriso e passo firme funciona;
  • Mulheres viajando sozinhas relatam mais incômodo verbal do que em destinos europeus; roupas discretas e transporte por aplicativo nas cidades grandes reduzem o atrito.

Em resumo: tire o e-visa no site oficial por US$ 30, leve o CIVP da febre amarela, chegue com dólares em espécie e o passaporte com 6 meses de validade — e o Egito é uma das viagens de maior densidade histórica que um brasileiro pode fazer. Para transformar isso em dias organizados, veja o roteiro de 8 dias no Egito.

Perguntas frequentes

Brasileiro precisa de visto para o Egito em 2026?+
Sim. Para turismo, brasileiros podem tirar o e-visa no site oficial visa2egypt.gov.eg (US$ 30, entrada única, valores de julho/2026) ou o visto na chegada no aeroporto (US$ 30; no Cairo, US$ 36 com o novo sistema digital de QR code). Ambos permitem estada de até 30 dias.
Quanto custa o visto do Egito para brasileiros?+
Em julho/2026: US$ 30 para o visto de entrada única (e-visa ou na chegada) e US$ 65 para o e-visa de múltiplas entradas. No Aeroporto do Cairo, a partir de 01/08/2026 o visto na chegada custa US$ 36 no total (US$ 30 + US$ 6 de taxa de emissão digital). Confira o valor no site oficial antes de viajar.
Qual é o site oficial do e-visa do Egito?+
É o visa2egypt.gov.eg — o único portal do governo egípcio. Sites com domínio .com, .org ou .net são intermediários que cobram US$ 60–150 pelo mesmo visto. Digite o endereço direto no navegador em vez de clicar em anúncios de buscador.
Quanto tempo antes devo tirar o e-visa do Egito?+
A orientação oficial é solicitar com pelo menos 7 dias de antecedência; a aprovação costuma sair em poucos dias úteis. Mas não emita cedo demais: o e-visa de entrada única vale 3 meses a partir da emissão — emitido com muita antecedência, pode vencer antes do embarque.
O que é o carimbo Sinai Only?+
É uma entrada gratuita e sem visto, válida por até 15 dias, para quem chega diretamente ao Sul do Sinai (aeroporto de Sharm el-Sheikh ou fronteira de Taba). Permite circular por Sharm, Dahab, Nuweiba, Taba e Santa Catarina — mas não deixa sair da península: Cairo e Luxor exigem o visto completo.
Precisa de vacina de febre amarela para entrar no Egito?+
Sim, para quem vem do Brasil: o Egito exige o Certificado Internacional de Vacinação (CIVP) de viajantes procedentes de países com risco de febre amarela. Tome a vacina com pelo menos 10 dias de antecedência e emita o CIVP pela Anvisa antes de viajar.
É seguro viajar para o Egito?+
Os circuitos turísticos clássicos (Cairo, Luxor, Aswan, Mar Vermelho) têm policiamento dedicado e recebem milhões de visitantes por ano. As áreas com recomendação de cautela — Norte do Sinai e faixas de fronteira no deserto — ficam fora de qualquer roteiro turístico normal. Vale registrar a viagem no portal do Itamaraty.
Posso pagar o visto na chegada em reais ou no cartão?+
Não conte com isso. Nos balcões de visto dos aeroportos egípcios, a forma de pagamento mais aceita é dólar em espécie (euro costuma ser aceito, com troco em libra egípcia). Real brasileiro não é aceito. Leve notas de dólar novas e separadas para essa despesa.

Pare de gastar horas pesquisando.

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