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Melhor eSIM Europa 2026: ranking real por custo em R$

Comparamos Airalo, Holafly, Nomad, Saily, Ubigi, Jetpac, AmericaChip, Mysimtravel e o roaming de Claro, TIM e Vivo do jeito que a fatura cobra: convertidos pelo câmbio do Banco Central, com IOF de 3,5% e spread. O ranking muda quando a conta é feita em reais — e a diferença entre o primeiro e o último passa de duas vezes.

24 min de leituraAtualizado em 26 de setembro de 2026Por myroteiro

Você está a três semanas de embarcar para Lisboa, Madri e Paris. Abre um comparativo de eSIM, vê «10 GB por US$ 23» e fecha a conta em R$ 118. Na fatura, quatro semanas depois, aparece outro número: perto de R$ 127,69. Ninguém errou — o que entrou no meio foi o IOF de 3,5% e o spread do seu banco, que nenhum ranking de eSIM coloca na tabela porque nenhum deles foi escrito para quem paga com cartão brasileiro.

É esse o buraco deste guia. Os comparativos que aparecem no Google ordenam os provedores pelo preço em dólar ou em euro, comparam «ilimitado» com «ilimitado» como se fossem a mesma coisa (não são: um corta a 2 GB por dia, outro a 3 GB, outro limita só o hotspot) e ignoram que uma empresa brasileira que cobra em reais não gera IOF nenhum. Quando se refaz a conta em R$, a ordem muda — e a diferença entre a opção mais barata e a mais cara, para os mesmos 10 GB, passa de duas vezes.

Cada preço abaixo foi lido na página oficial do provedor em 19/09/2026 e convertido pela PTAX de fechamento do Banco Central de 18/09/2026 (dólar R$ 5,1575, euro R$ 5,9126, dólar canadense R$ 3,6818). O IOF vem do Decreto nº 6.306/2007 na redação de 2025. O que não conseguimos abrir — a página da Vivo, bloqueada para acesso automatizado — está marcado como tal. Preço de eSIM muda toda semana; a conta, não.

O essencial em 30 segundos

  • >O preço em dólar não é o preço em reais: multiplique por 1,0764 (IOF de 3,5% mais spread de 4%) para saber o que cai na fatura — US$ 23 viram R$ 127,69, não R$ 118,62.
  • >Para 10 GB na Europa, o custo real vai de R$ 83,27 (Ubigi) a R$ 199,80 (Saily) — mais de duas vezes de diferença pelos mesmos gigas, e a TIM fica no meio com R$ 99,99 sem IOF, mas com validade de só 7 dias.
  • >«Ilimitado» tem teto: Nomad corta a 2 GB por dia, Airalo, Saily e Jetpac a 3 GB, e depois a velocidade cai para 1 a 2 Mbps; a Holafly não declara teto, mas limita o hotspot a 1 GB por dia.
  • >Roaming de operadora brasileira não paga IOF e mantém seu número, mas custa: a diária da Claro na Europa é R$ 39,90 (2 GB), o que dá R$ 399 em 10 dias; o pacote TIM de 30 GB por 30 dias sai por R$ 199,99.
  • >Reino Unido e Suíça ficam fora do «roam like at home» europeu (Regulamento UE 2022/612, válido até 30/06/2032): um plano «Europa» só serve nesses dois países se a lista de cobertura disser isso — Ubigi, Nomad e Saily incluem os dois; na AmericaChip a Suíça custa US$ 10 a mais.

01A conta que ninguém faz: por que o preço em dólar mente para o brasileiro

Todo comparativo de eSIM que você vai encontrar foi escrito em dólar ou em euro, para um leitor que paga em dólar ou em euro. Para quem paga com cartão emitido no Brasil, o valor anunciado passa por duas camadas antes de virar fatura — e as duas são conhecidas, previsíveis e quase nunca somadas.

Camada 1 — o IOF de 3,5%

O imposto sobre a operação de câmbio é o mesmo para todo meio de pagamento de viagem: cartão de crédito, débito, conta global, pré-pago. O texto está no regulamento do IOF, na redação que vale desde 2025:

«VII — nas operações de câmbio destinadas ao cumprimento de obrigações das instituições que participem de arranjos de pagamento de abrangência transfronteiriça na qualidade de emissores destes, decorrentes de aquisição de bens e serviços do exterior efetuada por seus usuários […]: 3,5%» — Decreto nº 6.306/2007, art. 15-B, na redação do Decreto nº 12.499/2025

Uma eSIM comprada no site de uma empresa estrangeira é exatamente isso: «aquisição de bens e serviços do exterior». A Receita Federal retomou a cobrança nesse patamar em 17/07/2025, depois do vaivém entre Congresso e STF do primeiro semestre daquele ano. Não existe cartão brasileiro isento por natureza — o que alguns bancos fazem é devolver o valor na fatura, como promoção, e isso tem prazo e regulamento próprios.

Camada 2 — o spread do banco

O IOF é fixo. O spread — a diferença entre o câmbio comercial e o câmbio que o seu banco usa para converter a compra — não é. O próprio Nubank, num comparativo atualizado em 16/09/2026, atribui aos bancos tradicionais um spread «de 4% a 6%», e a outros bancos digitais «entre 3,5% e 5,5%». Contas globais e alguns cartões trabalham com spread perto de zero. Como o IOF incide sobre o valor já convertido em reais, ele também incide sobre o spread.

Juntando as duas camadas, o multiplicador que transforma o preço anunciado em preço pago fica assim:

  • cartão com spread zero: × 1,035 (só o IOF);
  • spread de 4%, piso dos bancos tradicionais: × 1,0764;
  • spread de 6%, teto da mesma faixa: × 1,0971.

Este guia usa o cenário do meio (4%) em todas as tabelas, e mostra ao lado o valor puro pela PTAX para você refazer a conta com o spread do seu cartão. Duas consequências práticas, antes de olhar qualquer ranking:

  • Empresa brasileira que cobra em reais não gera IOF nem spread. A Mysimtravel exibe e cobra em R$; o valor da página é o valor da fatura. É por isso que ela entra nas tabelas sem multiplicador.
  • Preço em dólar num site brasileiro não é garantia de nada. A AmericaChip é brasileira e exibe tudo em US$. O que decide se há IOF é a moeda em que a cobrança chega ao seu cartão — confira na tela de pagamento, e depois na fatura, que por regra do Banco Central deve mostrar o valor em dólar, a taxa usada e o valor em reais de cada compra.
E cartão emitido fora do Brasil? O IOF é um imposto sobre operações de câmbio do sistema financeiro brasileiro. Quem paga a eSIM com um cartão de banco estrangeiro não paga IOF — o que decide é o país do emissor, não a moeda da cobrança.

02Franquia fixa ou «ilimitado» com teto: o que você está comprando de verdade

Antes de comparar preços, é preciso comparar produtos — e aqui a palavra «ilimitado» faz um estrago. Nenhum plano ilimitado de eSIM para a Europa é ilimitado em alta velocidade. Cada provedor publica o próprio teto, e eles são bem diferentes:

  • Nomad: 2 GB por dia em alta velocidade; passou disso, a velocidade cai para «aproximadamente 1 Mbps ou 2 Mbps» até completar 24 horas da ativação.
  • Airalo: 3 GB por dia; depois, 1 Mbps até o ciclo de 24 horas reiniciar. Hotspot sem limite dentro dessa franquia.
  • Saily: 3 GB por dia «sem limite de velocidade», depois «dados ilimitados até 1 Mbps». Hotspot ilimitado.
  • Jetpac: 3 GB a cada 24 horas, depois «até 1 Mbps».
  • Holafly: não publica teto diário; aplica a «Política de Uso Justo» das operadoras, que segundo a própria Holafly pode reduzir a velocidade «por não mais de um dia». O limite declarado é outro: hotspot de 1 GB por dia.
  • Ubigi (assinatura mensal): 60 GB em velocidade cheia no mês, depois 2 Mbps.
  • Mysimtravel e AmericaChip: franquia diária de 1, 2 ou 3 GB (Mysimtravel) ou «ilimitada» com 5G (AmericaChip), renovada a cada 24 horas; a Mysimtravel avisa que, consumida a franquia do dia, «apenas sua velocidade de conexão pode ser alterada».

Um megabit por segundo carrega mapa, mensagem e e-mail; não carrega vídeo, nem chamada de vídeo com qualidade. Então a pergunta certa não é «ilimitado ou não», é «quantos GB eu uso por dia» — e para isso existem estimativas publicadas pelos próprios provedores, que servem como ordem de grandeza:

UsoConsumo estimadoFonte
Mensagens de WhatsAppalguns KB por mensagemAiralo, 15/04/2025
Chamada de voz no WhatsApp0,5 a 1,5 MB por minutoAiralo, 15/04/2025
Chamada de vídeo no WhatsApp5 a 15 MB por minuto (300 a 900 MB por hora)Airalo, 15/04/2025
Instagram só rolando o feed60 a 80 MB por horaAiralo, 15/04/2025
Instagram em Reels e Storiesaté 800 MB por horaAiralo, 15/04/2025
YouTube em qualidade padrão0,5 a 1,5 GB por horaAiralo, 15/04/2025
Spotify40 a 150 MB por horaAiralo, 15/04/2025
Google Maps com o mapa da cidade baixadocerca de 5 MB por horaHolafly, 12/05/2025
Baixar o mapa de uma cidade para uso offline85 a 190 MB, uma vezHolafly, 12/05/2025

A Airalo resume em faixas semanais: 2 a 3 GB por semana para uso básico (mensagem, mapa, e-mail), 5 GB para uso moderado (redes sociais, um pouco de vídeo) e 10 GB para uso intensivo. Traduzindo para uma viagem de 10 dias: 5 GB dão para quem baixa os mapas antes e deixa o vídeo para o Wi-Fi do hotel; 10 GB dão folga para quem posta Stories todo dia; acima disso, ou você faz chamadas de vídeo longas no 4G ou está pagando por gigas que não vai usar.

O gesto que mais economiza dados é gratuito. Baixar no Google Maps o mapa de cada cidade do roteiro, ainda em casa e no Wi-Fi, troca centenas de MB por dia de navegação por 5 MB por hora. Num plano de 5 GB, é a diferença entre sobrar e faltar. Vale o mesmo para a playlist e para os episódios do voo.

03Ranking 1 — 10 GB para a Europa, do mais barato ao mais caro em R$

Dez gigas com validade de 30 dias é o produto mais comparável entre provedores e o tamanho que cobre, com folga, uma viagem de 10 a 15 dias de uso moderado. A coluna «custo real» soma IOF de 3,5% e spread de 4% ao valor convertido pela PTAX de 18/09/2026; as linhas em reais (TIM e Mysimtravel) não têm nenhum dos dois.

Provedor e planoPreço anunciadoEm R$ pela PTAXCusto real (IOF + spread 4%)R$ por GBCoberturaObservação
Ubigi — 10 GB / 30 diasUS$ 15,00R$ 77,36R$ 83,27R$ 8,3338 destinos listadosinclui Reino Unido e Suíça; hotspot liberado
TIM — 10 GB / 7 diasR$ 99,99R$ 99,99R$ 99,99R$ 10,0040+ paísessem IOF; só internet; validade curta
Jetpac — 10 GB / 30 diasUS$ 22,00R$ 113,46R$ 122,13R$ 12,21não informado na páginapreço promocional exibido em 19/09/2026 (de US$ 32)
Nomad — 10 GB / 30 diasUS$ 23,00R$ 118,62R$ 127,69R$ 12,7735 paísesinclui Reino Unido e Suíça; hotspot liberado
Airalo Eurolink — 10 GB / 30 diasCAD 44,00R$ 162,00R$ 174,38R$ 17,4441 países e redesloja exibiu o preço em dólar canadense; hotspot liberado
Mysimtravel — 1 GB/dia × 10 diasR$ 182,00R$ 182,00R$ 182,00R$ 18,2041+ paísessem IOF; cobrado em R$, 6x no cartão
Saily — 10 GB / 30 diasUS$ 35,99R$ 185,62R$ 199,80R$ 19,9835 paísesinclui Reino Unido e Suíça; hotspot liberado

O que a tabela mostra e o preço em dólar esconde: entre a Ubigi (R$ 83,27) e a Saily (R$ 199,80) há 2,4 vezes de diferença para os mesmos 10 GB nos mesmos países. A Airalo, que é a marca mais conhecida, fica em R$ 174,38 — 2,1 vezes a Ubigi. Marca não é critério de preço.

Três leituras que precisam acompanhar o ranking:

  1. A TIM só é barata para quem viaja uma semana. Os 10 GB por R$ 99,99 valem 7 dias; para 10 dias você pagaria dois pacotes (R$ 199,98) ou pularia direto para o de 30 GB por R$ 199,99 — que aí passa a ser a melhor relação R$ por GB de toda a tabela, com a vantagem de manter o seu número. Só serve para Controle e Pós com fatura, e não inclui ligações nem SMS.
  2. A Jetpac vive de promoção. O US$ 22 estava marcado como desconto sobre US$ 32 em 19/09/2026. O preço que você vai ver pode ser qualquer um dos dois; refaça a conta na hora.
  3. A Airalo exibe o preço na moeda do país de onde você acessa. Nossa consulta saiu em dólar canadense; a sua pode sair em real ou em dólar americano. O ranking usa o câmbio do Banco Central para a moeda exibida, então a posição não muda — mas o número que você vê na tela, sim.

Para quem quer menos: 5 GB por 30 dias custam US$ 17,50 na Nomad (R$ 97,15 real) e US$ 19,49 na Saily (R$ 108,20). Para quem quer muito mais: 50 GB por 30 dias saem por US$ 35 na Nomad (R$ 194,30) e 40 GB por US$ 34,99 na Jetpac (R$ 194,25, promocional) — nesses volumes, o custo por GB cai para menos de R$ 5 e o «ilimitado» perde o sentido.

04Ranking 2 — «ilimitado» por 10 dias: o teto diário decide mais que o preço

Aqui a comparação é por duração, não por GB, porque cada provedor define «ilimitado» de um jeito. Leia a coluna de observação antes da de preço: um plano com teto de 2 GB por dia atende bem quem usa 1 GB; para quem faz chamada de vídeo com a família toda noite, o teto de 3 GB é a diferença entre falar e ver a imagem congelar.

Provedor e planoPreço anunciadoEm R$ pela PTAXCusto real (IOF + spread 4%)R$ por GBCoberturaO que «ilimitado» significa aqui
Nomad — ilimitado / 10 diasUS$ 34,00R$ 175,35R$ 188,75—35 países2 GB/dia em alta velocidade, depois 1–2 Mbps
Airalo — ilimitado / 10 diasCAD 50,00R$ 184,09R$ 198,15—41 países e redes3 GB/dia, depois 1 Mbps; hotspot sem limite
Holafly — ilimitado / 10 diasUS$ 36,50R$ 188,25R$ 202,63—33 paísessem teto diário declarado; hotspot limitado a 1 GB/dia
Mysimtravel — 2 GB/dia × 10 diasR$ 249,60R$ 249,60R$ 249,60—41+ paísessem IOF; 5G; velocidade reduzida após a franquia do dia
Saily — ilimitado / 15 diasUS$ 49,99R$ 257,82R$ 277,52—35 países3 GB/dia, depois até 1 Mbps; hotspot ilimitado
AmericaChip — ilimitado / 10 diasUS$ 58,55R$ 301,97R$ 325,04—lista no site5G; Suíça é opcional (+US$ 10); ativar 24 h antes
Mysimtravel — 3 GB/dia × 10 diasR$ 327,60R$ 327,60R$ 327,60—41+ paísessem IOF; o maior teto diário do grupo
Jetpac — ilimitado / 30 diasUS$ 65,99R$ 340,34R$ 366,35—não informado na página3 GB por 24 h, depois até 1 Mbps; preço promocional (de US$ 150)

Entre Nomad (R$ 188,75), Airalo (R$ 198,15) e Holafly (R$ 202,63) a diferença de preço é pequena; a de produto, não. A Nomad corta a 2 GB por dia. A Airalo dá 3 GB e libera o hotspot inteiro. A Holafly não declara teto de dados, mas fecha o hotspot em 1 GB por dia — se a ideia era conectar o notebook ou o celular do acompanhante pela sua eSIM, esse é o número que importa, não o «ilimitado» do título.

A Mysimtravel entra sem IOF e com o maior teto do grupo (3 GB por dia por R$ 327,60), mas o preço já é o preço: fica acima da Airalo com o mesmo teto. Os 2 GB por dia por R$ 249,60 ficam R$ 60,85 acima da Nomad pelo mesmo teto — a vantagem, aqui, é pagar em reais parcelado e ter suporte em português, não o preço.

A pegadinha da assinatura. O «ilimitado» da Ubigi por US$ 49 não é um plano de viagem: é uma assinatura mensal com renovação automática, 60 GB em velocidade cheia e cancelamento possível «após três meses». Para 10 dias na Europa, isso são R$ 272,03 por mês, três vezes. Compre o plano avulso de 10 GB ou 25 GB (US$ 29, R$ 160,99 real) e ignore o botão de assinatura.

Saily (15 dias) e Jetpac (30 dias) aparecem com durações diferentes porque são as que os dois sites ofereciam como padrão em 19/09/2026 — a Saily vende o ilimitado em 7, 10, 15, 20, 25 e 30 dias, mas só o de 15 estava com preço visível sem selecionar. Para uma viagem de 10 dias, os dois custam mais caro que os três primeiros da tabela e sobram dias.

05Claro, TIM e Vivo: o roaming da operadora sem IOF — e com o seu número

O roaming da operadora brasileira tem duas vantagens que nenhuma eSIM estrangeira oferece: é cobrado em reais na fatura, portanto sem IOF nem spread, e mantém o seu número ativo — o SMS do banco, o token do aplicativo e o WhatsApp continuam chegando sem nenhuma configuração. O que ele não tem é preço por GB competitivo, com uma exceção.

Operadora e produtoPreçoO que incluiCoberturaAtenção
Claro — Passaporte EuropaR$ 19,99/mês no plano anual (R$ 239,88 em 12 parcelas)Franquia do seu plano Pós, ligações e SMS ilimitados para o Brasil e o país visitado47 destinosJá vem incluído só no Pós 150 GB; cancelar antes de 12 meses antecipa as parcelas
Claro — diária de internet EuropaR$ 39,90 por dia2 GB por dia; depois 32 kbps até a próxima diária47 destinosÉ cobrada automaticamente quando a franquia do pacote acaba
TIM — Pacote Europa avulsoR$ 39,99 (5 GB / 1 dia) · R$ 99,99 (10 GB / 7 dias) · R$ 199,99 (30 GB / 30 dias)Só internet; ligações e SMS tarifados à parte40+ paísesControle e Pós com pagamento em fatura
Vivo — Vivo Travel (Pós)R$ 39,99 por dia · R$ 19,99/mês na opção mensal Europa (divulgação de 03/10/2024)Em parte dos planos Pós o Vivo Travel já vem incluído sem custo adicional (divulgação de 19/12/2024); a diária e o mensal valem para linhas e países sem a inclusão175 paísesPágina oficial indisponível em 19/09/2026 — confirme no app antes de embarcar
Vivo — pacotes Pré e ControleR$ 60 (5 GB) e R$ 180 (20 GB) para Portugal, 30 diasSMS ilimitado e 200 minutos nos países escolhidos e para o Brasilaté 6 países por pacoteValores divulgados em 19/12/2024; sem pacote, o Pré paga R$ 0,03 por MB (cerca de R$ 30 por GB)

A exceção é o Passaporte Europa da Claro para quem já tem o Pós de 150 GB: ele vem incluído, usa a franquia do plano como se você estivesse no Brasil e cobre 47 destinos. Quem tem esse plano não precisa deste guia. Para as outras linhas, o Passaporte custa R$ 19,99 por mês, mas só no plano anual de 12 parcelas — R$ 239,88 para uma viagem de 10 dias, e cancelar antes antecipa o que falta pagar.

A diária é a forma mais cara de estar conectado na Europa: R$ 39,90 por dia na Claro (2 GB, depois 32 kbps) e R$ 39,99 na Vivo dão R$ 399 em 10 dias — o dobro do plano ilimitado mais caro da tabela anterior. Ela existe para ser a rede de segurança de quem esqueceu de contratar alguma coisa, e é cobrada automaticamente no primeiro uso: se o roaming de dados do chip brasileiro ficar ligado ao pousar, a diária é acionada antes de você abrir a mala.

A TIM tem o pacote avulso mais racional das três: 30 GB por 30 dias por R$ 199,99, só internet, para Controle e Pós com fatura. Em R$ por GB é imbatível (R$ 6,67), e em custo total fica R$ 11,24 acima do ilimitado de 10 dias da Nomad — pagando essa diferença você leva o seu número junto. Ligação recebida em roaming, porém, é tarifada; combine com a família que conversa é pelo WhatsApp.

Sobre a Vivo, uma honestidade necessária: a página oficial do Vivo Travel recusou nosso acesso em 19/09/2026, então os valores da tabela vêm da imprensa especializada em telecomunicações (03/10/2024 e 19/12/2024). Os pacotes de Pré e Controle — 5 GB por R$ 60 e 20 GB por R$ 180 para Portugal, válidos por 30 dias em até seis países — podem ter mudado. Sem pacote, o Pré paga R$ 0,03 por MB na França, em Portugal e no Reino Unido: são cerca de R$ 30 por GB, quatro vezes o custo da Ubigi. Confirme no app antes de embarcar.

O que a regra europeia de roaming muda para você

A União Europeia obriga as operadoras locais a tratar o roaming dentro do bloco como uso doméstico — o «roam like at home», hoje no Regulamento (UE) 2022/612 e válido até 30/06/2032. Vale nos 27 países da UE mais Islândia, Liechtenstein e Noruega. É por isso que um chip comprado em Portugal funciona na Espanha e na Itália sem custo extra, e é o que permite às eSIMs regionais existirem.

O ponto que interessa a quem compra um plano «Europa» é o inverso: Reino Unido e Suíça estão fora dessa regra. Um chip português não cobre Londres nem Zurique de graça, e cada eSIM decide por conta própria se inclui os dois. Na nossa leitura de 19/09/2026, Ubigi, Nomad e Saily listam Reino Unido e Suíça; a Holafly lista o Reino Unido entre os 33 países; a AmericaChip cobra a Suíça como adicional de US$ 10. Se o roteiro passa por Londres ou pelos Alpes, a lista de países do plano vale mais que o preço.

06Na prática: como comprar e instalar sem chegar sem internet

A eSIM não tem a etapa física do chip, mas tem uma armadilha própria: ela precisa de internet para ser instalada, e o momento em que você mais precisa dela é justamente quando não tem internet. A ordem abaixo existe para você nunca descobrir isso no desembarque.

  1. Confirme que o seu celular aceita eSIM — pelo modelo e pelo país de origem. No iPhone, a Apple lista «iPhone XS, iPhone XS Max, iPhone XR ou posterior», com até oito eSIMs guardadas; aparelhos comprados na China continental são a exceção. Na Samsung Brasil, a lista oficial vai do Galaxy S20 ao S26, inclui as linhas Z Fold e Z Flip, os S23 FE, S24 FE e S25 FE, e os A54, A55, A56, A35 e A36 — com um aviso literal: «dependendo do país de origem, o eSIM pode não ser compatível, mesmo que seu dispositivo esteja listado». Na Motorola Brasil, todos os Edge e Razr, mais Moto G35, G55, G75, G56 e G86. Aparelho bloqueado pela operadora não aceita eSIM de terceiros.
  2. Escolha o tamanho pelo seu consumo, não pelo medo. Use a tabela de consumo acima: 5 GB para 10 dias com mapas baixados; 10 GB para quem posta e faz chamada de vídeo curta; «ilimitado» só se o teto diário de 2 ou 3 GB for maior que o seu uso real.
  3. Abra a lista de países do plano e procure os dois que costumam faltar: Reino Unido e Suíça. Depois Andorra, Mônaco, Gibraltar e os Bálcãs, se estiverem no roteiro.
  4. Na tela de pagamento, olhe a moeda da cobrança e o cartão que vai usar. Cobrança em moeda estrangeira com cartão brasileiro paga IOF de 3,5% mais o spread — o multiplicador de 1,0764 deste guia. Se você tem uma conta global ou cartão com spread próximo de zero, use-o aqui: a economia é pequena numa eSIM de US$ 23, mas é o mesmo cartão que vai pagar o hotel.
  5. Instale ainda em casa, no Wi-Fi — e não ative. A maioria dos provedores ativa o plano no primeiro uso de dados no destino, e a Saily dá 180 dias para ativar depois da compra. Escaneie o QR code, deixe a eSIM instalada e desligada. É por esse esquecimento clássico que a eSIM aparece como uma das etapas do painel de prontidão do myroteiro, ao lado do seguro e dos documentos: a instalação é um gesto rápido que só funciona antes de embarcar.
  6. Configure as duas linhas antes do voo. Chip brasileiro: ligado, com roaming de dados desligado — ele fica só para receber SMS e o token do banco. eSIM: linha de dados padrão, roaming de dados ligado (para a eSIM, «roaming» é o normal; ela é estrangeira). Assim o WhatsApp continua no seu número brasileiro e navega pela eSIM.
  7. Ao pousar, ligue a eSIM e espere o primeiro sinal antes de sair do avião. Se não conectar em cinco minutos, use o Wi-Fi do aeroporto para conferir a APN nas instruções do provedor — é a causa mais comum de «instalou e não funciona».
Guarde o QR code em dois lugares. O e-mail com o código e o PDF dele salvo no celular. A eSIM instalada não se perde, mas um aparelho que reseta ou é trocado no meio da viagem perde a instalação — e a maioria dos provedores não reemite o QR de um plano já ativado. Se o celular for roubado, o roteiro de emergência é outro.

07O que dá errado — e quanto custa cada erro

Os problemas de eSIM na Europa se repetem em meia dúzia de formas. Nenhuma delas é técnica; todas são de leitura.

1. Comprar «Europa» e descobrir que a Suíça não está

A AmericaChip vende a Suíça como opcional de US$ 10; quem não marca chega a Zurique sem sinal. Lista de países antes do preço, sempre.

2. Achar que ilimitado é ilimitado

Uma chamada de vídeo de uma hora a 15 MB por minuto consome 900 MB — quase metade do teto diário da Nomad (2 GB), quase um terço do teto de Airalo, Saily e Jetpac (3 GB). Depois do teto, 1 Mbps: mapa e mensagem funcionam, vídeo não. Quem precisa de vídeo todo dia compra GB, não «ilimitado».

3. Conectar o notebook pela Holafly

O hotspot da Holafly é de 1 GB por dia. Uma reunião de trabalho por vídeo no notebook estoura isso antes do fim. Para compartilhar dados com outro aparelho, Airalo, Saily, Nomad, Ubigi e Jetpac declaram hotspot liberado.

4. Deixar o roaming do chip brasileiro ligado

A diária da Claro (R$ 39,90) é acionada no primeiro uso. Um celular que atualiza aplicativos sozinho ao pousar, com o roaming de dados do chip brasileiro ligado, contrata a diária antes de você perceber — e a sua eSIM fica parada ao lado. Dez dias assim são R$ 399.

5. Clicar em assinatura achando que é plano

A Ubigi vende o mesmo nome — Europe Unlimited — como assinatura mensal renovada automaticamente, com cancelamento «após três meses». São R$ 272,03 por mês, três vezes, por uma viagem de dez dias. O plano avulso de 10 GB da mesma empresa custa R$ 83,27.

6. Pagar a eSIM com o cartão errado

Entre um cartão de spread zero e um de spread 6%, a diferença nos US$ 36,50 da Holafly é de R$ 11,69. Pouco. Mas o mesmo cartão vai pagar hotel, trem e restaurante — e aí a diferença passa de centenas de reais. A eSIM é o primeiro gasto da viagem em moeda estrangeira; use-a para testar o cartão que vai usar em tudo.

7. Comprar chip físico brasileiro na véspera

A Mysimtravel vende o mesmo plano em chip físico «entregue em casa» ou virtual com «ativação instantânea». O físico depende de entrega; a três dias do embarque, só a eSIM chega a tempo.

O erro que ninguém vê na hora: o SMS do banco. Trocar o chip brasileiro pela eSIM — em vez de manter os dois — desliga o número que recebe o código de confirmação do cartão e do aplicativo. A compra do ingresso é negada, o banco liga para um número desligado e o cartão trava. A configuração certa é dual SIM: chip brasileiro ligado e sem dados, eSIM para navegar. Se o seu aparelho tem uma só linha, avise o banco antes e cadastre um segundo fator que não dependa de SMS.

08Quando você não precisa de eSIM — e o que guardar quando precisa

Nem toda viagem pede um plano de dados. Três casos em que a resposta honesta é «não compre»:

  • Você tem Claro Pós 150 GB. O Passaporte Europa já está incluído; sua franquia vale em 47 destinos. Só confira, antes de embarcar, se a linha está com o Passaporte ativo no app.
  • Três dias numa só cidade, hotel com Wi-Fi, mapas baixados. Uma escala longa ou um fim de semana em Lisboa se resolve com o mapa offline e o Wi-Fi do hotel e dos cafés. Se quiser uma rede de segurança, 1 GB por 3 dias na Airalo sai por CAD 7,50 — R$ 29,72 reais — e ninguém precisa de mais que isso para pedir um carro na saída do aeroporto.
  • Você vai passar mais de um mês no mesmo país. Aí o chip local de uma operadora do país, comprado numa loja com passaporte, costuma dar mais gigas por menos — e cobre o resto da União Europeia pela regra de roaming. É um assunto para outro guia.

Para todo o resto — e é a maioria das viagens de 7 a 21 dias com dois ou três países — a eSIM regional é a escolha racional, e a conta em reais deste guia aponta a ordem: Ubigi para quem quer GB barato, Nomad ou Airalo para quem quer «ilimitado» com hotspot livre, TIM 30 GB para quem prefere manter o número sem pagar IOF, Mysimtravel para quem quer pagar em reais parcelado com suporte em português.

O que guardar depois de comprar, num lugar que abra sem internet:

  • o QR code (e-mail e PDF) e o número ICCID da eSIM, que o suporte pede;
  • as instruções de APN do provedor, em captura de tela;
  • o canal de suporte do provedor — a Saily, por exemplo, anuncia chat 24 horas — e, nas empresas brasileiras, o horário em que o atendimento em português funciona;
  • a data de validade do plano contada a partir da ativação, não da compra;
  • o comprovante com o valor em moeda estrangeira, para conferir na fatura o câmbio e o IOF que o banco aplicou.

E uma última conta, para fechar o assunto onde ele começou: a diferença entre o plano mais caro e o mais barato desta comparação, para 10 GB, foi de R$ 116,53. É o preço de dois jantares em Lisboa. Não é o que define a viagem — mas é dinheiro que se paga por não ter feito a conta em reais, e agora ela está feita. Para a decisão anterior a esta — se a eSIM compensa em relação ao roaming ou ao chip local para o seu caso — a conta está em eSIM internacional vale a pena?.

Perguntas frequentes

Qual é a melhor eSIM para a Europa em 2026 em custo por GB?+
Pela conta em reais de 19/09/2026, a Ubigi: 10 GB por 30 dias custam US$ 15, ou R$ 83,27 com IOF e spread de 4% — R$ 8,33 por GB. Depois vêm Jetpac (US$ 22, promocional) e Nomad (US$ 23, R$ 127,69). A Airalo, marca mais conhecida, fica em R$ 174,38 pelos mesmos 10 GB, e a Saily em R$ 199,80. Preços mudam toda semana; a ordem de grandeza e o método, não.
Comprar eSIM paga IOF? Quanto?+
Paga, quando a cobrança chega em moeda estrangeira num cartão emitido no Brasil: 3,5%, a mesma alíquota de toda compra internacional no cartão (Decreto nº 6.306/2007, art. 15-B). Sobre esse valor ainda incide o spread do banco, que os bancos tradicionais cobram entre 4% e 6% segundo o comparativo do Nubank. Uma empresa brasileira que cobra em reais, como a Mysimtravel, não gera IOF nem spread — o preço da página é o da fatura.
Quantos GB preciso para 10 dias na Europa?+
Pelas estimativas da Airalo (15/04/2025), uso básico consome 2 a 3 GB por semana, moderado 5 GB e intensivo 10 GB. Para 10 dias, 5 GB bastam para quem baixa os mapas antes e deixa vídeo para o Wi-Fi; 10 GB dão folga para Stories diários e chamadas de vídeo curtas (5 a 15 MB por minuto). Só compre «ilimitado» se o seu uso real passar do teto diário de 2 a 3 GB que esses planos impõem.
A eSIM «Europa» funciona no Reino Unido e na Suíça?+
Depende do provedor, porque os dois países estão fora do «roam like at home» da União Europeia (Regulamento 2022/612, válido até 30/06/2032). Em 19/09/2026, Ubigi, Nomad e Saily listavam Reino Unido e Suíça; a Holafly lista o Reino Unido entre seus 33 países; a AmericaChip cobra a Suíça como adicional de US$ 10. Abra a lista de países do plano antes de olhar o preço — é o erro mais comum de quem passa por Londres ou pelos Alpes.
Consigo manter meu número brasileiro e receber o SMS do banco usando eSIM?+
Sim, e é a configuração recomendada: chip brasileiro ligado com o roaming de dados desligado (só para receber SMS e tokens), eSIM como linha de dados. O WhatsApp continua no seu número e navega pela eSIM. O que não pode é remover ou desligar a linha brasileira — a confirmação do cartão para no número desligado. Confirme com a operadora se o recebimento de SMS no país tem custo no seu plano.
Vale mais a pena o roaming da Claro, TIM ou Vivo do que uma eSIM?+
Em dois casos. Se você tem Claro Pós 150 GB, o Passaporte Europa já está incluído e usa a franquia do plano em 47 destinos. E o pacote TIM de 30 GB por 30 dias (R$ 199,99, sem IOF, só internet) fica R$ 11,24 acima do ilimitado de 10 dias da Nomad mantendo o seu número. Fora disso, a diária de R$ 39,90 a R$ 39,99 dá R$ 399 em 10 dias — o dobro do plano ilimitado mais caro do ranking.
Meu celular aceita eSIM? Como saber antes de comprar?+
iPhone: XS, XS Max, XR ou posterior, segundo a Apple. Samsung Brasil: Galaxy S20 ao S26, linhas Z Fold e Z Flip, S23 FE a S25 FE, A54, A55, A56, A35 e A36 — com o aviso oficial de que a compatibilidade «depende do país de origem» do aparelho. Motorola Brasil: todos os Edge e Razr, mais Moto G35, G55, G75, G56 e G86. Aparelho bloqueado pela operadora não aceita eSIM de terceiros. Teste em Ajustes › Celular › Adicionar eSIM antes de pagar.

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