Câmbio e finanças

IOF em 2026: cartão, espécie e conta global

O IOF é o imposto que separa a cotação que você vê no Google do valor que sai da sua conta. Em 2026 ele foi unificado em 3,5% para todas as formas de pagar no exterior — cartão, conta global e até espécie. Como ficou igual para tudo, agora quem decide o barato do caro é o spread. Este guia mostra as alíquotas e como usar isso a seu favor.

7 min de leituraAtualizado em 23 de julho, 2026Por myroteiro
Você viu o dólar a R$ 5,40 e programou o orçamento. Mas na fatura ele chegou mais caro — e boa parte dessa diferença tem nome: IOF, o Imposto sobre Operações Financeiras.

Em 2026, o IOF de gastos no exterior foi unificado em 3,5% para praticamente todas as formas de pagamento. Como o imposto ficou igual, ele deixou de ser o diferencial — quem decide quanto você paga de verdade agora é o spread. E a diferença, numa viagem, passa fácil de R$ 500.

O essencial em 30 segundos

  • >Em 2026 o IOF de gastos pessoais no exterior foi unificado em 3,5% — vale para cartão de crédito, débito, pré-pago, conta global e até dinheiro em espécie. (Antes variava de 1,1% a 3,38%.) A alíquota de 1,1% ficou só para remessas e empréstimos, não para gastos de viagem.
  • >O IOF incide sobre o valor em reais, não sobre a moeda estrangeira — câmbio alto aumenta o imposto.
  • >Como o IOF ficou igual para quase tudo, o que separa o barato do caro agora é o spread (a margem de câmbio do banco). Custo total = IOF + spread.
  • >A conta global / débito internacional (Nubank, C6, Wise, Inter) costuma ganhar pelo spread menor: custo total em torno de 4%, contra 4,6%–6,3% no cartão de crédito.
  • >As alíquotas são definidas por decreto e podem mudar — confirme sempre na fonte oficial (bcb.gov.br) antes de viajar.

01Quanto é o IOF em 2026, por forma de pagamento

O IOF de gastos no exterior é cobrado por tipo de operação. Em 2026, a alíquota de gastos pessoais foi unificada em 3,5% para todas as formas de pagamento — antes ela variava de 1,1% a 3,38%. Estas são as alíquotas usadas pela calculadora do myroteiro:

Forma de pagamentoIOFObservação
Cartão de crédito internacional3,5%Compras e assinaturas em moeda estrangeira
Débito internacional / conta global3,5%Nubank, C6, Wise, Inter…
Cartão pré-pago em moeda3,5%Cobrado na recarga
Dinheiro em espécie (casa de câmbio)3,5%Também entrou na unificação de 2026
💡 E o 1,1%, sumiu?A alíquota de 1,1% ainda existe, mas não para gastos de viagem: ela vale para remessas ao exterior e empréstimos de curto prazo. Comprar moeda para gastar lá fora — inclusive em espécie — é 3,5%.
⚠ O IOF pode mudar por decretoAs alíquotas de IOF são definidas por decreto (o atual é o 12.499/2025, restabelecido pelo STF) e podem ser alteradas a qualquer momento, sem passar pelo Congresso. Antes de uma viagem, confirme a alíquota vigente em bcb.gov.br.

02IOF + spread: o custo total que importa

O IOF é só metade da conta. A outra é o spread — a margem que o banco ou a casa de câmbio adiciona sobre a cotação comercial (a que aparece no Google). O que pesa no seu bolso é a soma dos dois:

custo total ≈ IOF + spread. Como em 2026 o IOF ficou igual (3,5%) para cartões e conta global, o spread virou o campo de batalha. Um cartão de crédito com spread de 1,10% (Nubank Ultravioleta) custa cerca de 4,6%; com spread de 2,80% (Bradesco Infinite), chega a 6,3%. Já a conta global, com o mesmo IOF de 3,5% mas spread em torno de 0,40%, fica perto de 4%. Toda a diferença está no spread.

💡 Calcule antes de viajarA calculadora de câmbio do myroteiro mostra, para o valor e a moeda da sua viagem, quanto cada forma de pagamento custa hoje — com o câmbio real e o IOF de cada uma.

03Por que a conta global costuma ganhar

A conta global (débito internacional de fintechs e bancos digitais) paga o mesmo IOF de 3,5% dos outros cartões — mas ganha no spread, que fica próximo do câmbio comercial. Por isso, para a maior parte dos gastos do dia a dia na viagem — refeições, transporte, compras —, ela sai mais barata que o crédito.

Isso não significa abandonar o cartão de crédito. Ele continua essencial para caução de hotel, aluguel de carro e pelas proteções (seguro viagem, milhas, parcelamento). A estratégia mais econômica costuma ser: débito/conta global para o dia a dia, crédito para garantias e proteções.

Perguntas frequentes

Qual o IOF do cartão de crédito internacional em 2026?+
Em 2026 o IOF sobre compras internacionais no cartão de crédito é de 3,5%. A mesma alíquota vale para cartão de débito, pré-pago, conta global e também para a compra de dinheiro em espécie — todos os gastos pessoais no exterior. A alíquota de 1,1% ficou só para remessas e empréstimos. Antes variava de 1,1% a 3,38%. Pode mudar por decreto — confirme em bcb.gov.br antes de viajar.
É mais barato pagar no cartão de crédito ou débito no exterior?+
Na maioria dos casos, o débito internacional (conta global) sai mais barato. Em 2026 os dois pagam o mesmo IOF de 3,5%, então a diferença está no spread: o da conta global costuma ser bem menor. O custo total do débito fica em torno de 4%, contra 4,6% a 6,3% no crédito, dependendo do banco. O crédito ainda vale pelas proteções e para garantias de hotel e carro.
O IOF é cobrado sobre o valor em reais ou em dólar?+
O IOF é calculado sobre o valor convertido para reais, não sobre o valor em moeda estrangeira. Ou seja: quanto mais alto o câmbio, maior o IOF em reais. Numa compra de US$ 1.000 com o dólar a R$ 5,40, o IOF incide sobre os R$ 5.400.
Levar dinheiro em espécie evita o IOF?+
Não. Desde a unificação de 2026, a compra de moeda em espécie para viagem paga o mesmo IOF de 3,5% dos cartões. E ainda tem o spread do “dólar turismo”, que costuma ser alto — o que em geral deixa a espécie mais cara que a conta global, além de você carregar dinheiro físico.

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