Destinos internacionais

Como economizar em Zurique: guia 2026

Zurique é conhecida como uma das cidades mais caras do mundo, mas com as escolhas certas — hospedagem fora do centro, transporte público inteligente e refeições nos supermercados — dá para conhecer lagos, Alpes e a Altstadt sem gastar uma fortuna. Veja o custo real, dia a dia, e como planejar sem sustos.

10 min de leituraAtualizado em 5 de julho de 2026Por myroteiro
Zurique costuma aparecer no topo das listas de cidades mais caras do mundo, e não é exagero: uma refeição simples em restaurante pode custar o equivalente a um jantar completo em São Paulo. Mas isso não significa que viajar para a maior cidade da Suíça precise estourar o orçamento. Com planejamento, dá para aproveitar os Alpes ao fundo do Lago de Zurique, a arquitetura medieval da Altstadt e a eficiência do transporte público sem gastar como um executivo em viagem a trabalho. Este guia detalha o custo real por dia considerando dois perfis — econômico e confortável —, mostra onde a hospedagem, o transporte e a comida pesam mais no bolso, e reúne passeios e mirantes que custam pouco ou nada, como o Uetliberg e o Lindenhof. Também explica um detalhe que costuma passar despercebido no planejamento: como destino no Espaço Schengen, Zurique não exige visto de brasileiros para estadias curtas, mas desde 2026 o ETIAS (autorização eletrônica de viagem, €7) é obrigatório e deve entrar na conta. No fim, você vai saber exatamente quanto separar — em francos suíços — para cada dia da viagem.

O essencial em 30 segundos

  • >O orçamento diário econômico gira em torno de CHF 70–115 (~R$ 450–750), incluindo hospedagem, comida, transporte e uma atração.
  • >O ETIAS custa €7, vale até 3 anos e é obrigatório desde 2026 para brasileiros — mesmo sem exigência de visto no Espaço Schengen.
  • >O Tageskarte (passe diário de transporte) custa CHF 8,80 e cobre trens, bondes, ônibus e barcos na Zona 110.
  • >Mais de 1.200 fontes de água potável espalhadas pela cidade evitam gastar CHF 3–5 em cada garrafa de água comprada.
  • >Mirantes como o Lindenhof e a trilha do Uetliberg, além da orla do Lago de Zurique, são passeios gratuitos que rivalizam com os pontos turísticos pagos.

01Quanto custa viajar para Zurique por dia

Zurique aparece regularmente nos rankings das cidades mais caras do mundo, mas isso não significa que a viagem precise ser inacessível. O segredo está em saber onde os preços realmente pesam — hospedagem e refeições em restaurantes — e onde dá para economizar sem perder qualidade, como transporte público e atrações ao ar livre. Abaixo, uma estimativa realista do custo diário considerando dois perfis de viagem.

CategoriaEstilo econômico (CHF/dia)Estilo confortável (CHF/dia)
Hospedagem35–55120–180
Alimentação25–3555–85
Transporte (Tageskarte)8,808,80
Atrações e lazer0–1525–45
Total diário70–115210–320

Vale lembrar que Zurique fica no Espaço Schengen: brasileiros não precisam de visto para estadias turísticas de até 90 dias, mas desde 2026 é obrigatório ter o ETIAS, uma autorização eletrônica que custa €7 (gratuita para menores de 18 e maiores de 70 anos) e vale por até três anos. É um custo único e baixo, mas que deve entrar na planilha de orçamento junto com seguro viagem e passagens. Lembre-se também que o franco suíço (CHF) é a moeda local — Zurique não usa euro, mesmo cercada por países da União Europeia.

02Onde ficar em Zurique gastando menos

A hospedagem é o item mais pesado no orçamento de Zurique, especialmente no verão europeu (junho a agosto) e durante feiras e eventos na região. Preços de hotéis 3 estrelas no centro raramente ficam abaixo de CHF 150 por noite, mas existem alternativas reais para quem quer economizar sem abrir mão de conforto básico.

  • Albergues da rede Swiss Youth Hostels: dormitórios a partir de CHF 40–50 por pessoa, geralmente com café da manhã incluso.
  • Apartamentos via Airbnb nos bairros de Wiedikon, Altstetten ou Oerlikon custam até 30% menos que no centro histórico e ficam a poucos minutos de trem ou bonde.
  • Hospedar-se em cidades vizinhas como Winterthur ou Baden (20–25 minutos de trem) reduz a diária de hotel pela metade, com o trajeto já coberto por um passe regional.
  • Reservar com pelo menos 2–3 meses de antecedência evita os picos de preço de última hora, comuns em maio, junho e dezembro.
  • Hotéis com café da manhã incluso economizam uma refeição cara por dia — em Zurique, um café da manhã em restaurante facilmente ultrapassa CHF 20.

Independentemente da opção escolhida, confirme se a acomodação está dentro da zona coberta pelo bilhete de transporte que você pretende comprar — isso evita surpresas na hora de calcular o custo total do deslocamento diário.

03Transporte público: a chave para economizar

O sistema de transporte público de Zurique (ZVV) é um dos mais eficientes da Europa e, ironicamente, uma das formas mais baratas de conhecer a cidade — muito mais barato do que táxi ou aplicativos de transporte, que podem custar CHF 25–40 só para atravessar o centro.

  • Tageskarte (passe diário): CHF 8,80 na Zona 110, válido em trens, bondes, ônibus e até barcos no Lago de Zurique — compensa a partir do segundo trajeto do dia.
  • 9-Uhr-Pass: versão do passe diário válida a partir das 9h, mais barata para quem não sai cedo, ideal para quem começa o dia com café da manhã incluso no hotel.
  • Zürich Rollt: aluguel gratuito de bicicletas de abril a outubro em pontos como Bürkliplatz — só é cobrado um depósito reembolsável.
  • Caminhar é totalmente viável: a Altstadt, a orla do lago e boa parte dos pontos turísticos centrais ficam a menos de 20 minutos a pé um do outro.
  • Evite comprar bilhetes avulsos — dois trajetos simples já custam mais que o passe diário completo.

Se o roteiro incluir excursões para fora da cidade, como Lucerna ou os Alpes, vale comparar o custo do Swiss Travel Pass com a soma de bilhetes avulsos: para viagens de mais de 3 dias com deslocamentos frequentes, o passe múltiplo costuma sair mais barato.

04Como comer bem sem gastar uma fortuna

Comer fora em Zurique pode ser o item mais imprevisível do orçamento: um prato principal em restaurante casual custa entre CHF 25 e 40, e um jantar completo com bebida facilmente passa de CHF 60 por pessoa. A boa notícia é que os próprios suíços têm truques para economizar no dia a dia — e funcionam muito bem para quem está de visita.

💡 Aproveite o MittagsmenüPraticamente todo restaurante em Zurique oferece um menu executivo de almoço (Mittagsmenü) entre 11h30 e 14h, com prato principal e às vezes sopa ou salada, por CHF 18–25 — quase metade do preço do mesmo prato à noite. Planeje a refeição mais completa do dia para o horário do almoço.
  • Supermercados Migros e Coop têm seções de comida pronta (saladas, sanduíches, pratos quentes) por CHF 8–15, ideais para piqueniques à beira do lago.
  • A rede Migros Take Away e as lanchonetes Coop Pronto funcionam até tarde e custam bem menos que um restaurante sentado.
  • Zurique tem mais de 1.200 fontes de água potável espalhadas pela cidade — leve uma garrafa reutilizável e economize CHF 3–5 a cada vez que evitaria comprar água engarrafada.
  • Bebidas alcoólicas em bares e restaurantes são caras (uma cerveja pode custar CHF 7–9); comprar no supermercado antes de sair reduz bastante esse gasto.

05Passeios e atrações baratos ou gratuitos

Muitas das melhores experiências em Zurique não custam nada além do transporte para chegar até elas. A cidade combina natureza, arquitetura histórica e vida cultural de um jeito que recompensa quem prefere caminhar e explorar com calma.

  • Altstadt (centro histórico): ruas medievais, a Grossmünster e a Fraumünster — a entrada na igreja é gratuita, só o acesso aos vitrais de Chagall tem taxa simbólica.
  • Lindenhof: mirante gratuito sobre o rio Limmat e os telhados da cidade velha, um dos pôres do sol mais bonitos e menos concorridos de Zurique.
  • Orla do Lago de Zurique: caminhada de vários quilômetros com parques, docas para nadar no verão e vista para os Alpes ao fundo, sem custo algum.
  • Uetliberg: trilha e mirante conhecidos como o "topo de Zurique", acessíveis de trem com o mesmo passe diário de transporte, sem custo extra.
  • Museus com entrada gratuita em horários específicos: o Landesmuseum e partes do Kunsthaus oferecem entrada livre ou reduzida em dias determinados — vale checar o calendário antes da visita.
Em Zurique, o passeio mais caro costuma ser o que menos vale a pena: uma trilha até o Uetliberg ou uma volta pela orla do lago no fim da tarde entrega a mesma vista dos cartões-postais — de graça.

06Planeje sua viagem econômica com o MyRoteiro

Organizar manualmente cada custo — hospedagem, passe de transporte, refeições e ETIAS — toma tempo e é fácil esquecer algum detalhe importante do orçamento. O MyRoteiro monta um roteiro dia a dia personalizado para Zurique, já considerando o perfil de gasto que você escolher, do mais econômico ao mais confortável, com estimativas de custo realistas para cada etapa da viagem.

Para começar, acesse /novo-roteiro e informe as datas, o número de viajantes e o estilo de viagem — o MyRoteiro organiza atrações, deslocamentos e sugestões de onde comer dentro do seu orçamento, para que você aproveite Zurique sem se preocupar com surpresas na conta final.

Perguntas frequentes

Preciso de visto para visitar Zurique sendo brasileiro?+
Não. Brasileiros podem entrar no Espaço Schengen, que inclui a Suíça, para estadias turísticas de até 90 dias sem visto. Desde 2026, porém, é obrigatório solicitar o ETIAS antes da viagem — uma autorização eletrônica simples, feita on-line, que custa €7 e vale por até três anos. Sem o ETIAS, o embarque pode ser recusado, então vale providenciar com antecedência.
Qual é a moeda usada em Zurique?+
Zurique usa o franco suíço (CHF), não o euro — mesmo estando cercada por países da União Europeia. Cartões de crédito e débito são aceitos na maioria dos estabelecimentos, mas convém verificar tarifas de conversão e IOF cobrados pelo banco brasileiro antes da viagem. Levar uma pequena quantia em espécie ajuda em mercados de rua, máquinas automáticas e gorjetas arredondadas.
Qual é o orçamento diário mínimo para viajar economizando em Zurique?+
Com escolhas econômicas — albergue ou Airbnb fora do centro, refeições em supermercados ou no horário do Mittagsmenü, e o passe diário de transporte — dá para viajar por cerca de CHF 70 a 115 por dia por pessoa, o equivalente a aproximadamente R$ 450 a 750, dependendo da cotação. Esse valor já inclui hospedagem, três refeições, transporte e ao menos um passeio.
Vale a pena comprar o Zurich Card?+
Depende do ritmo da viagem. O Zurich Card inclui transporte ilimitado na zona 110, entrada gratuita ou com desconto em cerca de 30 museus e atrações, além de um passeio de barco pelo lago. Para quem pretende visitar 2 ou mais museus pagos por dia, o cartão costuma compensar; para uma viagem mais tranquila, focada em atrações gratuitas, o Tageskarte avulso sai mais barato.
Onde encontrar refeições baratas em Zurique?+
As opções mais econômicas são os supermercados Migros e Coop, com pratos prontos por CHF 8 a 15, e o Mittagsmenü servido no almoço pela maioria dos restaurantes, com preços entre CHF 18 e 25. Fontes públicas de água potável, espalhadas por toda a cidade, também ajudam a cortar gastos com bebidas — leve sempre uma garrafa reutilizável.
Quais atrações são totalmente gratuitas em Zurique?+
A caminhada pela Altstadt, o mirante do Lindenhof, a orla do Lago de Zurique e a entrada nas igrejas Grossmünster e Fraumünster (exceto os vitrais) não custam nada. A trilha do Uetliberg e alguns museus em horários específicos também são gratuitos ou muito baratos, exigindo apenas o custo do transporte, já coberto pelo passe diário de trem e bonde.

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