Em 2026, o IOF de gastos no exterior foi unificado em 3,5% para praticamente todas as formas de pagamento. Como o imposto ficou igual, ele deixou de ser o diferencial — quem decide quanto você paga de verdade agora é o spread. E a diferença, numa viagem, passa fácil de R$ 500.
O essencial em 30 segundos
- >Em 2026 o IOF de gastos pessoais no exterior foi unificado em 3,5% — vale para cartão de crédito, débito, pré-pago, conta global e até dinheiro em espécie. (Antes variava de 1,1% a 3,38%.) A alíquota de 1,1% ficou só para remessas e empréstimos, não para gastos de viagem.
- >O IOF incide sobre o valor em reais, não sobre a moeda estrangeira — câmbio alto aumenta o imposto.
- >Como o IOF ficou igual para quase tudo, o que separa o barato do caro agora é o spread (a margem de câmbio do banco). Custo total = IOF + spread.
- >A conta global / débito internacional (Nubank, C6, Wise, Inter) costuma ganhar pelo spread menor: custo total em torno de 4%, contra 4,6%–6,3% no cartão de crédito.
- >As alíquotas são definidas por decreto e podem mudar — confirme sempre na fonte oficial (bcb.gov.br) antes de viajar.
01Quanto é o IOF em 2026, por forma de pagamento
O IOF de gastos no exterior é cobrado por tipo de operação. Em 2026, a alíquota de gastos pessoais foi unificada em 3,5% para todas as formas de pagamento — antes ela variava de 1,1% a 3,38%. Estas são as alíquotas usadas pela calculadora do myroteiro:
| Forma de pagamento | IOF | Observação |
|---|---|---|
| Cartão de crédito internacional | 3,5% | Compras e assinaturas em moeda estrangeira |
| Débito internacional / conta global | 3,5% | Nubank, C6, Wise, Inter… |
| Cartão pré-pago em moeda | 3,5% | Cobrado na recarga |
| Dinheiro em espécie (casa de câmbio) | 3,5% | Também entrou na unificação de 2026 |
02IOF + spread: o custo total que importa
O IOF é só metade da conta. A outra é o spread — a margem que o banco ou a casa de câmbio adiciona sobre a cotação comercial (a que aparece no Google). O que pesa no seu bolso é a soma dos dois:
custo total ≈ IOF + spread. Como em 2026 o IOF ficou igual (3,5%) para cartões e conta global, o spread virou o campo de batalha. Um cartão de crédito com spread de 1,10% (Nubank Ultravioleta) custa cerca de 4,6%; com spread de 2,80% (Bradesco Infinite), chega a 6,3%. Já a conta global, com o mesmo IOF de 3,5% mas spread em torno de 0,40%, fica perto de 4%. Toda a diferença está no spread.
03Por que a conta global costuma ganhar
A conta global (débito internacional de fintechs e bancos digitais) paga o mesmo IOF de 3,5% dos outros cartões — mas ganha no spread, que fica próximo do câmbio comercial. Por isso, para a maior parte dos gastos do dia a dia na viagem — refeições, transporte, compras —, ela sai mais barata que o crédito.
Isso não significa abandonar o cartão de crédito. Ele continua essencial para caução de hotel, aluguel de carro e pelas proteções (seguro viagem, milhas, parcelamento). A estratégia mais econômica costuma ser: débito/conta global para o dia a dia, crédito para garantias e proteções.
Perguntas frequentes
Qual o IOF do cartão de crédito internacional em 2026?+
É mais barato pagar no cartão de crédito ou débito no exterior?+
O IOF é cobrado sobre o valor em reais ou em dólar?+
Levar dinheiro em espécie evita o IOF?+
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